Crise no Tricolor: Grêmio vive momento de pressão sob comando de Luís Castro
Crise no Tricolor: Grêmio vive momento de pressão sob comando de Luís Castro
A falta de repertório tático e o aproveitamento vexatório fora de casa colocam o trabalho do treinador em xeque na temporada 2026
O horizonte do Grêmio no Campeonato Brasileiro tornou-se nublado. Após a recente derrota para o Vitória, as dúvidas que rondavam o trabalho do técnico Luís Castro voltaram com força total ao cotidiano tricolor. O que se observa em campo, rodada após rodada, é uma equipe que parece refém de um modelo de jogo engessado, carente de alternativas e, acima de tudo, de resultados.
Refém da própria estratégia
A crítica que ecoa entre a torcida e a imprensa especializada aponta para a falta de criatividade na montagem tática. O esquema, que alterna entre dois volantes com um articulador ou três marcadores, mantendo sempre o tripé ofensivo de dois homens de lado e um centroavante, não tem surtido o efeito esperado. A exceção à monotonia tática — a improvisação de Pavon na lateral — parece ter sido o único ponto de ousadia que trouxe algum brilho, mas que, isoladamente, não sustenta o desempenho da equipe.
Teimosia ou falta de ideias?
Enquanto o rival Internacional é frequentemente questionado por excesso de mudanças, o Grêmio de Luís Castro caminha na direção oposta: a da rigidez. A previsibilidade das substituições e a insistência em um padrão que não apresenta solidez defensiva nem eficiência ofensiva levantam a questão sobre o futuro do comando técnico. Com a necessidade urgente de pontos, o Tricolor se vê em um momento decisivo, onde a capacidade de reinvenção do treinador será colocada à prova diante da realidade de uma tabela que não perdoa a ineficiência.