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Botafogo vence Atlético-MG com time reserva, respira no Brasileirão e Galo soma 5ª derrota seguida de olho no Grêmio

Por: Redação FutebolRS 05/11/2026 Futebol Brasileiro
Gol de Edenílson no Nilton Santos encerra a sequência negativa do alvinegro carioca na tabela. Do outro lado, o time mineiro, escalado com reservas, chega à sua pior série de derrotas desde 2019 e já mira o duelo decisivo de sábado contra o Grêmio, pela semifinal da Copa do Brasil.
Futebol Brasileiro · Brasileirão

Rio de Janeiro (Estádio Nilton Santos) · 5 de novembro de 2026 · Redação

Teve noite em que o resultado pesou mais do que o jogo em si. Na quarta-feira, no Nilton Santos, o Botafogo bateu o Atlético-MG por 1 a 0, pela 34ª rodada do Brasileirão, e deu um respiro na parte de baixo da tabela justamente no momento em que mais precisava de pontos. Do outro lado, o Galo, escalado com um time quase todo reserva porque já pensava no confronto de sábado contra o Grêmio na Copa do Brasil, viu a estratégia sair pelo lado errado: amargou a quinta derrota seguida, a pior sequência negativa do clube desde 2019.

O jogo

Eduardo Domínguez poupou praticamente todo o time titular do Atlético-MG, que nem viajou para o Rio de Janeiro e ficou em Belo Horizonte treinando para a volta da semifinal da Copa do Brasil. A grande novidade entre os relacionados foi o retorno do goleiro Everson, que estava afastado dos gramados havia dois meses.

Mesmo fora de casa, o Galo tratou de ter a bola no primeiro tempo, até como consequência da postura mais recuada do Botafogo. Mas, nos minutos iniciais, a posse não se transformou em perigo real: era controle sem profundidade. E, quando o time mineiro não estava em posse, cedia espaços no meio-campo, sem a combatividade necessária para sufocar o adversário.

Foi exatamente num desses espaços que nasceu o gol. Vitinho avançou pela direita, sem a aproximação de Pascini, entrou na área e tocou para Edenílson, livre de marcação, tirar de Everson e abrir o placar. O lance só não foi anulado por impedimento porque Preciado não acompanhou a linha defensiva.

Depois de sair atrás, o Atlético-MG cresceu na partida. Ainda no primeiro tempo, Vitão tirou de cabeça uma finalização perigosa de Tiquinho e, na sequência, o próprio atacante botafoguense acertou o travessão em outra tentativa. Scarpa, com a camisa 10 nas costas, passou a comandar as jogadas ofensivas ao lado de Pascini, e a melhor chance do Galo saiu dos pés de Alexsander: o volante recebeu na área após boa jogada do lateral, mas finalizou em cima do goleiro.

No segundo tempo, o roteiro de domínio territorial do Atlético-MG se repetiu, mas sem o mesmo discernimento. O time mineiro pressionou, teve mais bola, mas o Botafogo soube se proteger e usar o contra-ataque como principal arma. O resultado só não ficou mais pesado para o lado carioca porque Everson fez pelo menos uma defesa importante, cara a cara com um atacante do Botafogo, já na reta final da partida.

Destaques individuais

Entre os atleticanos, as notícias mais positivas vieram da base. O meia Gutte e o atacante Gabriel Veneno, de apenas 17 anos, ganharam minutos no time profissional pela primeira vez e devem seguir em evolução dentro do processo de formação do clube — o mesmo caminho que Vitão já percorreu e hoje mostra estar pronto para o time principal. Entre os jogadores mais experientes, Alexsander e Scarpa cumpriram atuação regular, participativos na criação das jogadas. Já Preciado e Pérez seguem em baixa e, pelo desempenho apresentado, não reforçaram a candidatura a mais oportunidades.


O que disse o técnico do Atlético-MG

Ainda no Rio de Janeiro, Eduardo Domínguez não escondeu que a cabeça de todos no clube já estava, pelo menos em parte, voltada para o duelo de sábado contra o Grêmio.

"Quando se fala vez da próxima partida, é difícil para nós também, de estar focado no jogo quando o jornalista, o torcedor, está pensando nos outros. Nós não somos de outro planeta. É difícil. Mas estamos competindo nas três competições."

O treinador argentino também foi questionado sobre as chances de reverter a desvantagem diante do time gaúcho e respondeu com uma mistura de realismo e confiança.

"Vamos confiante. Não quer dizer que vai ser fácil. Vai ser muito difícil. Muito difícil. Vamos encontrar um time muito capacitado, com um treinador muito experiente. Vai ser uma chave muito dura, mas confio muito nos meus jogadores, no grupo. Confio muito. Sei que vamos poder fazer."

A vitória levou o Botafogo a 42 pontos e deu ao time carioca um respiro na reta final do Brasileirão, numa rodada em que o clube buscava justamente diminuir o risco de ficar mais perto da parte de baixo da tabela. Já o Atlético-MG lida com o lado mais amargo do resultado: a quinta derrota seguida reforça a pressão sobre o elenco justamente na semana da decisão mais importante do ano. Com os titulares de volta, o Galo tenta, neste sábado, na Arena MRV, reverter o 2 a 0 sofrido para o Grêmio e carimbar a vaga na final da Copa do Brasil — e, com ela, o caminho mais direto para a Libertadores de 2027.

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