Pezzolano remonta o Inter para a Fonte Nova de olho na decisão que vem logo depois
Pezzolano remonta o Inter para a Fonte Nova de olho na decisão que vem logo depois
Com três suspensos e um calendário sem folga, o técnico avalia poupar desgaste físico antes do confronto que vale vaga na semifinal da Copa do Brasil
O calendário não deu trégua ao Internacional. Ainda com o gramado do Gre-Nal 453 fresco na memória, o elenco colorado teve pouquíssimas horas de descanso antes de embarcar rumo à Bahia, onde encara a equipe baiana neste domingo pelo Campeonato Brasileiro. Entre a reapresentação desta sexta-feira e o voo de sábado para Salvador, Paulo Pezzolano corre contra o tempo para decidir quem entra em campo — e, principalmente, quem precisa descansar.
Um time obrigado a mudar
A tabela não perdoa: o Inter ocupa posição a apenas um ponto da zona de rebaixamento e pode, dependendo dos resultados da rodada, amanhecer segunda-feira dentro do Z-4. É nesse cenário de pressão que a comissão técnica se debruça sobre a escalação, equilibrando a urgência por pontos com a necessidade de preservar um grupo desgastado por uma sequência intensa de jogos.
Mais do que tática, a equação envolve física. O acúmulo de partidas em curto intervalo aumenta o risco de lesões musculares, e o técnico sabe que não pode se dar ao luxo de perder mais peças justamente quando se aproxima o capítulo mais importante da temporada.
Três ausências obrigatórias
Os desfalques atingem setores distintos do time: a zaga perde referência de marcação, o meio-campo fica sem um de seus volantes de contenção e o ataque abre mão de um jogador de mobilidade. Pezzolano terá de reorganizar peças em pelo menos três posições diferentes para a Fonte Nova, num ajuste que passa tanto por reposições diretas quanto por mudanças de esquema.
Dosar o desgaste sem perder competitividade é o desafio silencioso desta reta do calendário — e a decisão da próxima semana pesa em cada escolha feita hoje.
Análise da reportagem — futebolrs.com.br
Alan Patrick e Sanabria ganham espaço
Se o clássico teve Alan Patrick começando no banco — o meia entrou apenas na etapa final do empate sem gols diante do Grêmio —, a tendência é de protagonismo maior contra o Bahia. Sua experiência e capacidade de armação surgem como trunfo justamente no momento em que o time precisa de equilíbrio para não se desgastar demais em busca do resultado.
Outro nome que deve ganhar minutos é Tonny Sanabria. Recém-chegado ao clube, o centroavante estreou justamente no Gre-Nal e agora pode ser lançado por um período mais longo em campo, um teste natural para quem ainda constrói ritmo de jogo com os novos companheiros.
Duas frentes, uma só semana
A viagem a Salvador não pode ser dissociada do que vem logo em seguida. Na quinta-feira, o Inter volta a enfrentar o Grêmio, desta vez na Arena, em partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil — quem vencer avança à semifinal. Administrar minutagem, evitar cartões desnecessários e preservar a saúde física do elenco tornou-se, portanto, tão importante quanto os três pontos em disputa no litoral baiano.
Entre a urgência da tabela e a ansiedade pela decisão, o Inter chega a Salvador com uma missão dupla: pontuar para se afastar do risco de queda e chegar inteiro para o capítulo que pode definir seu ano na Copa do Brasil.