Pênalti não marcado em Brenner provoca revolta na derrota do Vasco para o Athletico-PR
Tem lance que o apito resolve em um segundo e a discussão demora dias para fechar. Foi assim na Arena da Baixada, nesta quarta-feira (4), quando o Vasco saiu derrotado por 1 a 0 para o Athletico-PR, pela 34ª rodada do Brasileirão, e deixou o gramado reclamando de um pênalti não marcado dentro da pequena área paranaense. Para o comentarista de arbitragem PC Oliveira, do Grupo Globo, o árbitro Ramon Abatti Abel errou ao não assinalar falta do goleiro Mycael sobre o atacante Brenner.
O lance que dividiu opiniões
A confusão aconteceu aos 25 minutos do primeiro tempo. Puma Rodríguez arriscou um chute de fora da área e o goleiro do Athletico-PR não conseguiu encaixar a bola, apenas espanando para a frente. Na sobra, Brenner apareceu livre para finalizar, mas Mycael se recuperou a tempo e foi disputar a jogada com o atacante dentro da pequena área. O Vasco reclamou pênalti na hora, mas Abatti Abel mandou o jogo seguir sem revisão que mudasse a decisão inicial.
Para o Vasco, que luta contra o rebaixamento no Brasileirão, o lance ganhou peso extra: o time não conseguiu furar o bloqueio paranaense depois disso e seguiu no jejum de vitórias na Arena da Baixada. Já o Athletico-PR, que briga por uma vaga na próxima Libertadores, levou o resultado positivo mesmo sob questionamento.
Vasco na pressão, Athletico-PR de olho na Libertadores
O contexto da tabela deixa a reclamação ainda mais sensível. Enquanto o time carioca segue na parte de baixo da classificação e não pode se dar ao luxo de perder pontos em lances de arbitragem, o Athletico-PR trabalha para carimbar presença na próxima edição da Libertadores — e qualquer resultado positivo, discutido ou não, serve à causa curitibana.
Memória recente: a mesma Arena da Baixada que mudou a chave copeira do Vasco
Não é a primeira vez que o duelo entre as duas equipes na casa do Athletico-PR entra na história recente do Vasco. Em 2024, pelas quartas de final da Copa do Brasil, o time carioca havia vencido o jogo de ida por 2 a 1, em São Januário, mas viu o cenário se complicar na volta: ficou atrás por 2 a 0 ainda no primeiro tempo e teve Rayan expulso após agressão a um adversário. Vegetti diminuiu antes do intervalo, o Vasco se segurou na etapa final, buscou o 2 a 1 e levou a decisão aos pênaltis, onde Léo Jardim brilhou e garantiu a classificação.
Na ocasião, Rafael Paiva, técnico da equipe na época, resumiu o momento:
"A gente tem sofrido bastante ultimamente, com placares, com jogadores a menos. Acho que isso tem norteado um pouco o nosso trabalho, sofrendo um pouco mais do que a gente gostaria, mas isso nos eleva. Estamos sofrendo, mas conseguindo atingir os resultados. Queríamos a vitória hoje, mas veio a classificação importantíssima."
Internamente, aquele jogo passou a ser visto como a primeira grande prova de um Vasco competitivo em busca de título. Desde então, o clube chegou a uma final e uma semifinal de Copa do Brasil, além de uma semifinal de Copa Sul-Americana. O meio-campista Paulo Henrique resumiu, em entrevista recente ao ge, o espírito do grupo nas competições de mata-mata:
"A Copa tem um sentimento diferente pelo sentimento do tudo ou nada. A equipe tem se portado muito bem desde o ano passado na final que perdemos. Independentemente do jogo, nós jogamos a vida."
Situação do Vasco
Time comandado por Pedro Emanuel segue na briga direta contra o rebaixamento e não pode perder pontos em lances de arbitragem.
Situação do Athletico-PR
Vitória em casa ajuda o time paranaense na briga por vaga na próxima edição do torneio continental.
O que vem agora
Antes de voltar a pensar no Brasileirão, o Vasco tem compromisso marcado pela Copa do Brasil: precisa reverter a derrota de 1 a 0 para o Palmeiras nas quartas de final para seguir vivo na competição. Na Arena da Baixada, o resultado negativo deste jogo deixa o time carioca sob ainda mais pressão na tabela do Brasileirão, enquanto o Athletico-PR embala rumo à briga por Libertadores.