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Júlio César Nunes elogia reação do Brasil de Pelotas no empate com o União e mira acesso na volta da semifinal

Por: Redação FutebolRS 19/10/2026 Notícias
Xavante saiu atrás do placar em Frederico Westphalen, mas cresceu no segundo tempo e buscou o 1 a 1 com gol de Morbeck. Decisão fica marcada para sábado, no Bento Freitas.
Divisão de Acesso

19 de outubro de 2026 · Frederico Westphalen · Redação

Tem jogo que se decide no detalhe técnico e tem jogo que se decide no peito. No domingo (18), em Frederico Westphalen, o Brasil de Pelotas precisou das duas coisas. Depois de sair atrás no placar contra o União Frederiquense, o Xavante usou a reação para empatar em 1 a 1, resultado que manteve viva a briga por uma vaga na final da Divisão de Acesso — e, consequentemente, por uma vaga no Gauchão de 2027.

O jogo era o primeiro da semifinal, e o time pelotense entrou em campo encontrando dificuldades para furar o bloqueio defensivo montado pelo União. O adversário abriu o placar e, durante boa parte da etapa inicial, conseguiu explorar os espaços deixados pelo Brasil. A virada de chave aconteceu no intervalo, quando o técnico Júlio César Nunes decidiu reorganizar o posicionamento da equipe.

Ajuste no intervalo muda a cara do jogo

Com a mudança de esquema, o Brasil passou a ter mais presença de bola e reduziu os espaços que o União vinha aproveitando. O time ganhou volume ofensivo, criou linhas de passe mais claras e começou a pressionar o campo de ataque com mais intensidade. O gol de empate, marcado por Morbeck, foi fruto direto dessa movimentação.

"O mais importante foi a reação da equipe. Tivemos resiliência de continuar jogando com a bola no chão, tivemos posse de bola, tivemos bastante movimentação para abrir linha de passe." — Júlio César Nunes, técnico do Brasil de Pelotas

Depois de empatar, o Brasil não recuou. Pelo contrário: seguiu no ataque e chegou a criar a chance de sair com a virada em Frederico Westphalen. As entradas feitas durante a partida, segundo o técnico, deram ainda mais força ao setor ofensivo e permitiram que o time pressionasse a última linha defensiva do União até o apito final.

"O gol já estava maduro, a gente estava merecendo o gol, quando a gente fez o gol de empate. A gente ainda continuou no ataque. Quase que conseguimos o 2 a 1." — Júlio César Nunes

Desfalque para a volta

A classificação para a final, porém, custou caro em um ponto específico: o volante Streit foi expulso nos minutos finais da partida e será desfalque para o confronto decisivo em Pelotas. Júlio César Nunes terá a semana para reorganizar a equipe sem o atleta.


Decisão marcada para o Bento Freitas

Com o 1 a 1 no placar agregado, a vaga na final da Divisão de Acesso será definida no próximo sábado (24), às 20h, no Bento Freitas. O Brasil de Pelotas joga por um resultado simples: precisa vencer para avançar à decisão e, com isso, garantir o acesso ao Gauchão de 2027. Um novo empate — em qualquer placar — leva a disputa direto para as cobranças de pênaltis.

Para o técnico, o jogo de volta é o compromisso mais importante do Brasil de Pelotas na temporada, e a exigência é clara: repetir a postura demonstrada na reação em Frederico Westphalen.

"Agora é decisão. Os últimos 90 minutos que a gente espera aí fazer um grande jogo. Falei no vestiário agora, vamos merecer esse acesso." — Júlio César Nunes

O que vem por aí: enquanto o Brasil de Pelotas se prepara para a decisão em casa, a outra semifinal da Divisão de Acesso também terminou empatada. Apafut e Passo Fundo ficaram no 1 a 1 na Montanha dos Vinhedos, e a volta está marcada para o mesmo sábado (24), às 16h, no Vermelhão da Serra — também com pênaltis previstos em caso de novo empate. As duas decisões vão apontar os finalistas da competição que define o último acesso ao Gauchão de 2027.

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