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Eduardo Baptista enfrenta o maior teste no comando do Inter em semana decisiva contra o rebaixamento

Por: Redação FutebolRS 18/10/2026 Notícias
Após derrota para o Mirassol e clima pesado no vestiário, técnico colorado terá desfalques de peso para o duelo com o Botafogo no Beira-Rio, enquanto simulador do Brasileirão mostra risco real de queda para Inter e Grêmio
Internacional

Domingo, 18 de outubro de 2026 · Beira-Rio, Porto Alegre · Redação

O vestiário do Beira-Rio guardou, na noite de sexta-feira, mais do que a tristeza de uma derrota. Guardou o eco de cobranças entre companheiros, a poeira de uma pressão que só cresce e a certeza de que o relógio, para o Internacional, está correndo mais rápido do que gostaria. Depois do revés por 2 a 0 para o Mirassol, concorrente direto na luta contra o descenso, o técnico Eduardo Baptista inicia nesta segunda-feira a semana que ele mesmo prometeu ser a melhor do Inter no ano — e que é, também, o maior desafio enfrentado por ele desde que assumiu o comando do clube, em 23 de setembro.

A derrota em Mirassol não deixou só o resultado como saldo negativo. O goleiro Matheus Cunha foi expulso ainda no início da partida e, segundo relatos do clima interno, recebeu fortes cobranças de companheiros dentro do próprio vestiário. O episódio expõe a tensão que já ronda o grupo colorado, pressionado pelos resultados e pela proximidade perigosa com o Z-4 do Campeonato Brasileiro.

Um time cheio de baixas para o duelo com o Botafogo

O próximo compromisso é neste sábado, contra o Botafogo, no Beira-Rio, pela 32ª rodada. No primeiro turno, em abril, as equipes ficaram no 2 a 2. Para este confronto, porém, Eduardo Baptista terá uma lista extensa de desfalques — entre eles, três titulares absolutos.

Suspensos

Cartão amarelo

Mercado, Villagra e Vitinho cumprem suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo.

Suspenso

Cartão vermelho

Matheus Cunha, expulso contra o Mirassol, também está fora da partida.

Departamento médico

Em reavaliação

Alan Patrick, Anthoni e Sanabria devem ser reavaliados ao longo da semana.

Fora de combate

Sem previsão

Rochet continua longe de um retorno aos gramados.

Diante de tantos furos, a saída pode estar na base. Eduardo Baptista já elogiou publicamente o volante João Bezerra e o goleiro Kauã Jesus, bem avaliados pelo treinador nos últimos treinamentos e testes em jogo. Eles aparecem como alternativas reais para compor o time que vai enfrentar o Botafogo.

"Quanto às perdas, a gente vai analisar com calma durante a semana para ver a melhor equipe que a gente pode arrumar. Este grupo que temos é o que vai nos manter na Série A" — Eduardo Baptista, técnico do Internacional

Mesmo contrariado com o resultado em Mirassol — disse ter ido a campo com "convicção na vitória" —, o treinador manteve o discurso de otimismo na coletiva pós-jogo. Para ele, a mudança de comportamento do grupo já é perceptível, ainda que os resultados não tenham acompanhado.

"O que podemos fazer é trabalhar. Eu saio daqui com o sentimento de que as coisas vão acontecer para o Inter. Se a gente vem acuado, desorganizado, sem coragem, a história é outra. Muito eu falei quando cheguei aqui que eu tinha que mudar comportamento, e hoje eu vi que a gente conseguiu" — Eduardo Baptista

A matemática que não perdoa

Os números ajudam a entender o tamanho da pressão sobre Baptista. O Inter é o 17º colocado do Brasileirão, com 32 pontos e um aproveitamento de 34,4% depois de 31 rodadas. Para alcançar os 42 pontos — marca em que a chance de permanência na Série A passa a ser maior do que a de queda, com 62,6% de probabilidade de salvação —, o Colorado precisa somar 47,2% de aproveitamento nos jogos que restam.

Já para chegar aos 44 pontos, patamar em que o risco de rebaixamento cai para cerca de 4%, o time de Eduardo Baptista precisaria de um aproveitamento de 57,14% no returno final — rendimento digno de um dos três melhores times da competição.

O caminho mais realista: vencer os quatro jogos que restam em casa — contra Botafogo, Coritiba, Vitória e Bragantino — já deixaria a chance de queda praticamente nula, principalmente se o time somar um ou dois empates fora do Beira-Rio.

O histórico recente sustenta essa aposta. Das sete vitórias do Inter nesta edição do Brasileirão, quatro saíram em casa, e duas vieram justamente contra adversários que o time ainda vai enfrentar fora de seus domínios: Fluminense e Vasco.


Grêmio também afunda no mesmo dia

A crise não é exclusividade colorada. Neste domingo, horas depois da repercussão da derrota do Inter para o Mirassol, o Grêmio perdeu por 4 a 2 para o Cruzeiro, em casa, na Arena, e se afundou ainda mais na zona de rebaixamento do Brasileirão. O resultado fez o GZH abrir uma enquete para o torcedor tricolor opinar se o clube será ou não rebaixado à Série B — sinal de como a torcida já discute abertamente o risco de queda.

Com os dois clubes gaúchos no Z-4 após a 31ª rodada, o simulador do Brasileirão passou a ser ferramenta obrigatória para quem acompanha a reta final da temporada, cruzando os jogos restantes de Inter e Grêmio com as combinações de resultados que ainda podem tirar as equipes da degola.

A "melhor semana do ano", nas palavras do próprio Eduardo Baptista, começa nesta segunda-feira com a reapresentação do grupo e vai até o sábado, quando o Inter recebe o Botafogo no Beira-Rio, pela 32ª rodada. Faltam sete jogos para o fim do Brasileirão, e tanto o Inter quanto o Grêmio sabem que não há mais margem para rodadas de tropeço. Para o técnico colorado, o desafio agora é juntar um time competitivo em meio a desfalques, recuperar a confiança de um vestiário abalado e provar, com resultado, que a mudança de comportamento que ele diz ter conquistado é real.

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