Mobilização total: Como o Internacional quebrou o jejum e buscou fôlego contra a Chapecoense
A mobilização nos bastidores que ajudou o Inter a quebrar o jejum
Vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense encerrou dez jogos sem triunfo e deu novo fôlego ao trabalho de Pezzolano
O Internacional encerrou um ciclo de angústia. Com a vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense, na Arena Condá, o Colorado conseguiu interromper um jejum de dez partidas sem somar três pontos no Brasileirão. Mais do que os números, o triunfo foi o ápice de uma semana de reconstrução interna, marcada por pressão, diálogo e uma injeção inesperada de recursos financeiros.
Bastidores de mudança
A semana colorada foi turbulenta. Após a derrota para o Santos, o CT foi palco de encontros entre torcedores organizados, jogadores e o técnico Paulo Pezzolano. O clima de tensão culminou em um pacto de paz, que trouxe o foco necessário para a preparação da viagem a Chapecó.
O suporte também veio de fora das quatro linhas. O conselheiro Delcir Sonda destinou R$ 20 milhões ao clube, montante crucial para quitar pendências com o elenco, incluindo direitos de imagem e acordos salariais atrasados. Para Pezzolano, a regularização financeira foi um fator determinante para a tranquilidade dos atletas: "Jogador é um trabalhador. Eles precisam receber para trabalhar tranquilos", ressaltou o treinador.
Estratégia e resiliência
Dentro de campo, Pezzolano promoveu mudanças táticas, optando por uma formação mais cautelosa que priorizasse a velocidade nos contra-ataques. A estratégia foi cirúrgica para conter o ímpeto da Chapecoense, que vinha de vitória sobre o Corinthians. O resultado, embora não retire o Inter do Z-4 de imediato, traz um alívio momentâneo para o elenco e para a comissão técnica, que vivia sob a sombra de uma possível demissão.