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Inter de Milão e Milan revelam o Generali Stadium, o estádio que vai substituir o San Siro

Por: Redação FutebolRS 29/10/2026 Futebol Internacional
Projeto assinado pelos mesmos arquitetos de Wembley prevê arena para 71.500 torcedores, arquibancadas inclinadas a 37 graus atrás dos gols e naming rights de 650 milhões de euros com a seguradora Generali
Futebol Internacional

29 de outubro de 2026 · Milão, Itália · Redação

Há mais de um século, o San Siro ouve o eco dos gols de Milan e Inter dividindo o mesmo gramado, numa convivência rara no futebol mundial. Nesta quinta-feira (29), essa história ganhou um capítulo de despedida anunciada: os dois clubes de Milão apresentaram oficialmente o projeto do estádio que vai suceder a lendária arena, batizado de Generali Stadium.

A nova casa compartilhada terá capacidade para 71.500 espectadores e será construída no espaço hoje ocupado pelo estacionamento do San Siro, em terreno vizinho ao estádio atual. O início das obras está marcado para 2028, com a estreia prevista para a temporada 2031/32 — ou seja, o novo endereço de Milan e Inter só deve abrir as portas dentro de cinco anos.

Assinatura de quem projetou Wembley

O desenho arquitetônico do Generali Stadium ficou nas mãos das mesmas empresas responsáveis pelo projeto do Estádio de Wembley, em Londres — uma parceria que os clubes destacaram como selo de qualidade e ambição para a nova arena.

A estrutura externa chama atenção por um formato em "X" e por um teto de dupla curvatura, um desenho que rompe com a arquitetura circular tradicional do San Siro. Mas o detalhe mais falado do projeto é outro: as arquibancadas atrás dos gols terão inclinação de 37 graus, inspiradas diretamente na "Muralha Amarela", o setor lotado e ensurdecedor do Borussia Dortmund na Alemanha. A ideia é reproduzir em Milão aquele efeito de pressão total da torcida sobre o campo.

Mais que futebol: moda, lutas e futebol americano

O Generali Stadium não foi pensado apenas para receber jogos de Milan e Inter. Os clubes projetaram um complexo multiuso, capaz de abrigar partidas de futebol americano, eventos de lutas, shows de entretenimento e até desfiles de moda — um movimento que acompanha a tendência de estádios europeus que buscam retorno financeiro em dias sem bola rolando.

Para o torcedor que paga mais caro, o projeto reserva espaços exclusivos: setores de luxo e uma área VIP com vista direta para o túnel por onde os jogadores entram em campo, aproximando o público de ponta do momento mais tenso da pré-partida.

Quem paga a conta

O empreendimento é tocado pelos atuais donos dos dois clubes: a RedBird, proprietária do Milan, e a Oaktree, dona da Inter. O financiamento ganhou um reforço de peso com o fechamento do contrato de naming rights junto ao grupo financeiro Generali, que vai dar nome à arena.

Segundo o jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o acordo com a seguradora deve movimentar cerca de 650 milhões de euros (aproximadamente R$ 4 bilhões, na cotação atual) ao longo de 20 anos — um dos maiores contratos do tipo já assinados no futebol mundial.

Isolamento acústico e sustentabilidade

Um dos pontos centrais do planejamento é o cuidado com o entorno. Existem residências a pouco mais de 70 metros de distância da futura estrutura, e os clubes afirmam ter priorizado o isolamento acústico do estádio justamente para reduzir o impacto do barulho das partidas na vizinhança.

O projeto também incorpora conceitos de sustentabilidade: sistema de ventilação natural, geração de energia solar por meio de placas fotovoltaicas e outras medidas de eficiência energética pensadas para diminuir o impacto ambiental da arena a longo prazo.

Próximo passo: o projeto do Generali Stadium agora segue para as fases finais de aprovação junto às autoridades governamentais italianas antes de seguir para a etapa de obras, prevista para começar em 2028.

Fim de uma era compartilhada

O San Siro é um dos poucos grandes estádios do mundo dividido por dois gigantes rivais da mesma cidade, palco de Grenais, finais de Champions League e decisões históricas do futebol italiano. A confirmação do novo projeto marca o início da contagem regressiva para o fim dessa convivência no endereço atual, ainda que Milan e Inter sigam como vizinhos — e donos conjuntos — da nova casa.

E agora? Com o projeto apresentado, a expectativa se volta para o cronograma de aprovações em Milão. Enquanto isso, Milan e Inter seguem disputando suas partidas no San Siro tradicional, que deve permanecer em uso até a conclusão das obras do Generali Stadium, prevista para a temporada 2031/32.

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