A conta do pavor: Inter precisa de aproveitamento de G-4 na reta final para evitar o desastre no Brasileirão
A conta do pavor: Inter precisa de aproveitamento de G-4 para escapar da tragédia do rebaixamento
Faltando apenas 12 rodadas para o fim do campeonato, o Colorado se vê preso ao Z-4 e diante de uma exigência matemática dramática para alcançar o número mágico de 45 pontos.
O relógio corre contra o tempo no Beira-Rio, e a matemática passou a ser a pior inimiga do torcedor colorado. Restando apenas 12 partidas para o encerramento do Campeonato Brasileiro, o Internacional amarga a zona de rebaixamento e vive o dilema de quem precisa transformar uma campanha pífia em uma reação espetacular. O objetivo mínimo para afastar o espectro da Série B é alcançar os sonhados 45 pontos — uma meta que exige um aproveitamento digno de briga na parte de cima da tabela.
A frieza dos números e a meta dos 20 pontos
Até aqui, em 26 rodadas disputadas, o desempenho do Clube do Povo é estarrecedor: foram apenas cinco vitórias conquistadas em todo o certame. Para atingir a marca de segurança, a comissão técnica e os atletas precisam somar nada menos que 20 dos 36 pontos ainda em disputa nas 12 jornadas finais.
Em termos práticos, isso significa conquistar pelo menos seis vitórias e dois empates no trecho derradeiro da competição. É exigir de um grupo combalido, que venceu apenas cinco partidas ao longo de meses, mais vitórias nas últimas doze rodadas do que obteve em todo o campeonato até o momento.
5Vitórias conquistadas até o momento no Brasileirão.
20Pontos necessários dos 36 ainda em disputa.
Gargalos na gestão e o fardo do transfer ban
Fora das quatro linhas, o cenário reflete a desorientação da diretoria. Em uma caminhada marcada por sucessivas frustrações e descontentamento da torcida, a gestão do presidente Alessandro Barcellos se encontra sem margem de manobra. Abalado financeiramente e punido com o transfer ban, o Inter está impedido de buscar reforços no mercado para encorpar o elenco nesta reta decisiva.
Mesmo que uma eventual renúncia da presidência ocorresse no momento, a estrutura do grupo de jogadores permaneceria inalterada. Sem recursos e sem possibilidade contratual de reação externa, a única engrenagem que a direção costuma mover em momentos de desespero é a troca no comando técnico.
O esgotamento técnico de Paulo Pezzolano
No banco de reservas, o técnico Paulo Pezzolano vê seu repertório se esgotar diante das patentes limitações da equipe. Considerado um treinador de capacidade reconhecida, o comandante uruguaio esbarrou na qualidade duvidosa e nas graves carências do grupo alvirrubro.
Na tentativa desesperada de encontrar uma formação ideal ou uma faísca de reação, Pezzolano passou a promover constantes improvisações e rotações na escalação a cada partida. A busca por respostas táticas transformou o time em um laboratório semanal, sem que uma identidade sólida se consolidasse. Embora a demissão surja como o último recurso clássico dos dirigentes, há sérias dúvidas se uma simples troca de comando teria o condão de operar o milagre necessário.
"Mudar o comando técnico é a cartada derradeira de quem já não sabe o que fazer, mas trocar o treinador não altera a qualidade intrínseca do grupo nem apaga os erros de planejamento."— Análise do Cenário Colorado