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Inter cobra CBF por arbitragem no Maracanã e amanhece com terceiro transfer ban da Fifa

Por: Redação FutebolRS 29/10/2026 Notícias
Depois de perder de virada para o Fluminense, o Colorado promete reclamação formal contra a arbitragem de Lucas Casagrande. No mesmo dia, o clube foi notificado de uma nova punição internacional por dívida impaga na compra de um jogador.
Internacional · Brasileirão

29 de outubro de 2026 · Maracanã, Rio de Janeiro · Redação

A noite desta quarta-feira no Maracanã tinha tudo para ser de alívio para o Internacional. Alan Patrick balançou as redes, o Colorado foi para o intervalo em vantagem e, por alguns minutos, pareceu que a crise dentro de campo encontraria uma trégua. Mas o futebol, quando quer, também sabe virar o roteiro contra quem já está sem fôlego: Hércules e Lucho Acosta transformaram a vitória em derrota, e o apito de Lucas Casagrande transformou a decepção em revolta. Foi 2 a 1 para o Fluminense, pela 33ª rodada do Brasileirão, e o Inter saiu do gramado prometendo levar o episódio à CBF. No mesmo dia, antes mesmo de a poeira do Maracanã assentar, o clube recebeu a notícia de que soma agora seu terceiro transfer ban imposto pela Fifa — desta vez por uma dívida de compra de jogador que ficou pelo caminho.

A reclamação: três lances e uma nota oficial

O Inter foi direto ao ponto na nota divulgada após a partida: o time entende que não perdeu apenas pelo que aconteceu dentro das quatro linhas, mas também por decisões que considera equivocadas e recorrentes. A primeira crítica é ao início do jogo, quando o clube reclama de um pênalti não marcado a favor do Colorado — e, para piorar, o árbitro ainda teria invertido a marcação, assinalando falta para o próprio Fluminense.

O segundo e o terceiro lances envolvem o lateral-esquerdo Renê. Já no segundo tempo, com o Inter em vantagem no placar graças ao gol de Alan Patrick, o jogador do Fluminense teria acertado um carrinho em Ronaldo com risco de expulsão, mas levou apenas cartão amarelo. Minutos depois, ainda advertido, Renê puxou a camisa de Bruno Gomes para interromper um contra-ataque colorado — a falta foi marcada, mas o segundo amarelo não veio.

“O Sport Club Internacional manifesta sua indignação com a arbitragem desta noite, no Maracanã. [...] Não se trata de lances interpretativos. São erros graves, que interferiram diretamente no andamento da partida e comprometem a integridade da competição. O Clube apresentará reclamação formal à CBF e exigirá que os confrontos decisivos do Campeonato Brasileiro sejam conduzidos por arbitragens à altura de sua importância. Pela terceira rodada consecutiva, o Inter deixa o campo prejudicado. Fica a pergunta: a quem interessa?”
— Nota oficial do Internacional

A revolta não ficou restrita ao comunicado. Dentro de campo, Alan Patrick e o técnico Eduardo Baptista também questionaram as decisões de Casagrande, e o presidente Alessandro Barcellos reforçou a cobrança por uma arbitragem mais rigorosa nos próximos compromissos do clube. Para a diretoria colorada, o episódio marca a terceira rodada seguida em que o time sai de campo reclamando de prejuízo na marcação — um padrão que o clube quer levar formalmente à entidade que organiza o Brasileirão.


O mesmo dia, outra dor de cabeça: terceiro transfer ban da Fifa

Enquanto a diretoria ainda redigia a nota sobre a arbitragem, outra notificação chegava ao clube — e essa não tem a ver com o que aconteceu dentro de campo, e sim com o que não foi pago fora dele. O Inter foi comunicado de um novo transfer ban imposto pela Fifa, o terceiro da história recente do clube, motivado por uma dívida na contratação do volante Benjamin.

A cobrança é feita pelo Dansoman Wise, clube de Gana que negociou o jogador com o Inter. Benjamin chegou a Porto Alegre inicialmente por empréstimo, e a diretoria colorada depois acertou a compra em definitivo por 140 mil euros, a serem pagos em oito parcelas de 17,5 mil euros — cerca de R$ 105 mil cada. O problema é que o Inter quitou apenas a primeira prestação; outras cinco já venceram sem pagamento.

O que é um transfer ban?

É a punição aplicada pela Fifa a clubes com dívidas não pagas em negociações internacionais de jogadores. Enquanto a restrição estiver ativa, o clube fica impedido de registrar novos atletas — o que compromete diretamente o planejamento para as próximas janelas de transferências.

Esse não é um caso isolado. É o terceiro processo do tipo enfrentado pelo Inter nos últimos tempos, e os outros dois também seguem sem solução.

Caso 1 Juninho Contratado junto ao Midtjylland (DIN). Dívida de 1,5 milhão de euros — cerca de R$ 8,4 milhões.
Caso 2 Ramon Comprado do Olympiakos (GRE), hoje no Vitória. Dívida de aproximadamente R$ 9 milhões.
Caso 3 Benjamin Cobrança do Dansoman Wise (GAN). Cinco das oito parcelas de 17,5 mil euros estão vencidas.
Para voltar a registrar jogadores normalmente, o Inter precisará regularizar as três pendências que originaram as sanções — um desafio financeiro que se soma à instabilidade esportiva do time na reta final do Brasileirão.

Entre a reclamação formal que será levada à CBF e as pendências que seguem acumulando no departamento financeiro, o Inter termina a quarta-feira com duas frentes abertas ao mesmo tempo — uma dentro do gramado, outra fora dele. Na tabela, a derrota deixou o Colorado com 35 pontos, na 16ª posição do Brasileirão, zona que ainda exige atenção redobrada nas rodadas finais. O discurso é de time prejudicado; a tarefa agora é transformar indignação em pontos — e resolver, de uma vez, as dívidas que seguem rendendo dor de cabeça fora de campo.

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