Artilheiro no banco: Carbonero perde espaço no Inter sob Eduardo Baptista
Tem artilheiro que vira titular absoluto e tem artilheiro que, mesmo fazendo gol, some do time. No Inter de 2026, o nome que ilustra esse paradoxo é Jhon Carbonero. Melhor finalizador do Colorado no Brasileirão, com sete gols marcados, o colombiano assistiu aos últimos dois jogos da cadeira do banco de reservas — e a explicação não está na artilharia, mas no que o técnico Eduardo Baptista pede fora da bola.
A cena se repetiu na derrota para o Fluminense, no Maracanã, e também na vitória sobre o Botafogo, no Beira-Rio: Carbonero não entrou em nenhum minuto. É a segunda partida consecutiva fora das quatro linhas durante todo o jogo, um cenário que destoa da trajetória do atacante desde que chegou ao clube.
De titular quase fixo a opção de domingo
O contraste é grande. Sob o comando de Paulo Pezzolano, Carbonero disputou 35 partidas, sendo titular em 29 delas. A última vez que começou um jogo como titular foi na derrota para o São Paulo, no Morumbi, ainda em setembro — antes, portanto, da troca de comando técnico no Beira-Rio.
Com a chegada de Eduardo Baptista, o cenário mudou de figura. Das cinco partidas já disputadas sob o novo treinador, o colombiano entrou em três — contra Corinthians, Grêmio e Mirassol —, sempre nos minutos finais, como alternativa para fechar o jogo. Nas duas mais recentes, simplesmente não saiu do banco.
A explicação de Baptista
Depois do revés para o Fluminense, o treinador foi direto ao justificar a entrada do jovem João Victor no segundo tempo em vez do artilheiro — e, de forma indireta, acabou explicando também o motivo de Carbonero ter ficado de fora. A escolha, segundo ele, passou pela necessidade de reforçar a marcação e a capacidade de recomposição da equipe.
— O jogo se desenhou e eu precisava de alguém que me ajudasse. O João (Victor) consegue me ajudar em uma marcação, porque o Fluminense vinha com a bola e a gente tinha que ter ao mesmo tempo uma saída rápida. O João foi a minha opção hoje (quarta-feira). Eu entendi que ele tinha entrado bem lá (contra o Botafogo) e podia fazer a mesma função. Eu tenho algumas opções ali e a gente procura escolher aquilo que aquele momento pede para a gente, que eu entenda.
A janela que pode se abrir contra o Coritiba
Se o momento atual é de reserva, uma nova chance para Carbonero pode surgir já na próxima rodada. Alan Patrick é suspeita de nova lesão muscular, agora na coxa direita, e corre risco de desfalcar o Inter diante do Coritiba, na terça-feira (3), no Beira-Rio.
O detalhe, porém, é que o precedente recente não favorece o colombiano. Quando o camisa 10 saiu de campo no Gre-Nal e foi encaminhado ao departamento médico, Eduardo Baptista optou por improvisar Bernabei na ponta, com a entrada de Matheus Bahia na lateral esquerda — e não por lançar Carbonero no ataque.
O lado positivo para o atacante é o contexto do jogo. Naquela ocasião contra o Mirassol, a prioridade era defender o resultado e sobreviver à pressão adversária. Diante do Coritiba, a ordem deve ser outra: atacar e buscar os três pontos em casa, cenário que tende a abrir mais espaço para opções ofensivas no banco.
Semana de trabalho no Parque Gigante
O elenco colorado teve folga nesta quinta-feira (29) e se reapresenta na manhã de sexta-feira (30) no CT Parque Gigante. Ao todo, serão quatro sessões de treino até a definição da equipe que enfrenta o Coritiba.
O que vem pela frente: o Inter folgou nesta quinta e volta aos trabalhos na sexta-feira (30), no CT Parque Gigante, com quatro treinos programados até o duelo com o Coritiba, terça-feira (3), no Beira-Rio. A dúvida sobre Alan Patrick, por lesão muscular na coxa direita, pode ser o fator que devolve Carbonero à equipe titular.