Dança das cadeiras: Brasileirão 2026 mantém ritmo frenético de demissões e pressiona técnicos
Dança das cadeiras: Brasileirão 2026 mantém ritmo frenético de demissões e pressiona técnicos
A paciência no futebol brasileiro parece estar cada vez mais curta. À medida que o Campeonato Brasileiro de 2026 avança, os números revelam uma realidade implacável: até a 27ª rodada, o torneio registrou a marca de 16 treinadores demitidos. Isso significa que, em média, a cada 0,59 rodada, um clube opta por trocar o comando técnico, uma instabilidade que ignora nacionalidades e currículos.
O mito de que técnicos estrangeiros possuem maior proteção contratual ou paciência por parte das diretorias caiu por terra nesta temporada. Metade das mudanças envolve profissionais vindos de fora do país, incluindo nomes como Luís Castro, que deixou o Grêmio, e Franclim Carvalho, evidenciando que o "sotaque" não é garantia de continuidade diante da pressão por resultados.
Apenas sete agremiações conseguiram, até o momento, manter a estabilidade no comando técnico. O grupo é heterogêneo, variando entre equipes que brigam pelo topo, como Palmeiras, Athletico-PR e Bahia, times no meio da tabela, como Coritiba e Bragantino, e clubes que enfrentam dificuldades, como o Internacional e o Mirassol. A permanência de Pezzolano no Inter, especificamente, reflete uma estratégia de resiliência em um momento crítico da temporada, onde a recuperação na tabela é a prioridade absoluta.
A lista de demissões é extensa e ilustra o cenário de alta rotatividade: clubes como Botafogo, São Paulo, Fluminense, Santos, Cruzeiro, Flamengo, Remo e Atlético Mineiro também promoveram alterações em seus bancos de reservas, provando que, no Brasileirão, o cargo de treinador é, indubitavelmente, a cadeira mais quente do esporte nacional.