Xabi Alonso nega negociação por empréstimo de Estêvão e promete: "ele será importante"
Tem nome que não sai da boca da torcida, mesmo sentado no banco. Em Stamford Bridge, essa semana, o coro ficou claro: gritaram por Estêvão durante a vitória sobre o Liverpool, e Xabi Alonso não atendeu. Nesta sexta-feira (30), véspera do duelo contra o Manchester United, o técnico espanhol foi obrigado a responder sobre os rumores de que o brasileiro poderia deixar o Chelsea por empréstimo — e negou qualquer conversa nesse sentido, prometendo que o atacante "será importante" ainda nesta temporada.
O pouco espaço de Estêvão na Premier League
Os números explicam a inquietação. Dos 990 minutos disputados pelo Chelsea no Campeonato Inglês até aqui, sem contar os acréscimos, Estêvão esteve em campo em apenas 172 — fatia de 17,3% do tempo total. Mesmo com os desfalques de João Pedro e Cole Palmer contra o Liverpool, na última terça-feira, Xabi Alonso optou por não colocar o brasileiro, que ficou assistindo da reserva enquanto o próprio estádio pedia sua entrada.
A ausência de minutos chamou a atenção da imprensa inglesa, que já classificou a situação como um jogador "esquecido" no elenco. O contraste ficou ainda maior depois que Carlo Ancelotti voltou a convocar Estêvão para a Seleção Brasileira nesta quinta-feira (29), reforçando que o treinador italiano segue de olho no atacante mesmo sem espaço fixo no clube inglês.
Xabi Alonso rebate rumor de saída
Cobrado sobre uma possível saída por empréstimo já em janeiro, Xabi Alonso foi direto ao negar qualquer movimentação nos bastidores do Chelsea.
— Não, não houve nenhuma conversa sobre isso. A falta de jogos do Estêvão não tem a ver com atitude. Tem a ver com o contexto das partidas, com o início da temporada, e ele é um ótimo jogador. Ele quer muito se readaptar depois do primeiro ano de lesão, mas ainda estamos em outubro e ele será importante.
O técnico espanhol também fez questão de assumir a responsabilidade pelas escolhas que deixam o brasileiro fora de campo, evitando colocar a culpa no desempenho ou na postura do jogador.
— Não é segredo que todos os jogadores querem estar em campo, querem jogar. Quando algum deles não tem minutos suficientes por causa de uma decisão minha, tenho que assumir a responsabilidade por isso, por eles não estarem tão felizes quanto poderiam estar. Mas todos precisam estar preparados, porque em qualquer jogo podem ser importantes, podem fazer parte da equipe.
Crise de resultados antecede o clássico com o United
O momento delicado de Estêvão coincide com uma fase ruim do Chelsea como equipe. O time de Xabi Alonso, quinto colocado na Premier League, perdeu o clássico contra o Tottenham por 2 a 0 na rodada anterior e, na última terça-feira, foi eliminado da Copa da Liga Inglesa nas oitavas de final, derrotado pelo Liverpool nos pênaltis após 1 a 1 no tempo normal.
Do outro lado, a situação do Manchester United é ainda mais grave. Em 12 jogos na temporada, a equipe de Michael Carrick soma apenas duas vitórias, contra quatro empates e seis derrotas. O último triunfo foi há mais de um mês, no dia 10 de setembro, diante do modesto Sabah, do Azerbaijão, pela Champions League. Desde então, vieram derrotas seguidas por 3 a 0: primeiro para o Como, na Liga dos Campeões, depois para o Bournemouth, na Premier League.
5º lugar na Premier League
Tenta retomar o G4 após derrota para o Tottenham e eliminação na Copa da Liga.
Crise sob pressão em Carrick
2 vitórias, 4 empates e 6 derrotas em 12 jogos na temporada.
Como chegam os dois times a Stamford Bridge
Para o duelo deste sábado (31), às 9h30 (de Brasília), em Stamford Bridge, Xabi Alonso deve mandar a campo: Penders; Malo Gusto, Lacroix, Fofana, Acheampong; Caicedo, Henderson, Cole Palmer; Pedro Neto, Morgan Rogers e Welbeck.
Michael Carrick, por sua vez, aposta em: Lammens; Dalot, Yoro, Maguire, Heaven; Baleba, Andrey Santos, Tielemans, Mason Mount e Diallo; Mbeumo.
Onde assistir
A partida, válida pela 9ª rodada da Premier League, tem transmissão da Cazé TV e do Disney+.
Estêvão entra em campo — ou fica novamente no banco — numa partida que vale mais pelo contexto do que pela tabela: o Chelsea quer provar que o tropeço contra o Tottenham e a queda na Copa da Liga foram só um soluço, enquanto o Manchester United busca qualquer sinal de vida antes que a pressão sobre Michael Carrick vire algo maior. Para o brasileiro, cada minuto em campo neste fim de temporada europeia pesa também nos planos de Ancelotti para a Seleção.