Robinho Jr. faz as malas: Santos acerta detalhes finais para empréstimo à Itália
Robinho Jr. faz as malas: Santos acerta detalhes finais para empréstimo à Itália
Jovem atacante já está em solo europeu e aguarda liberação para exames médicos antes de assinar com o Genoa por uma temporada
Nem sempre a partida mais importante de um jogador acontece dentro de quatro linhas. Robinho Jr., garoto que carrega no sobrenome o peso de uma das maiores promessas da história santista, disputa agora uma espécie de decisão à distância: a de sua própria carreira. Com a mala pronta e os pés já em solo italiano, o atacante aguarda apenas um telefonema do Santos para destravar de vez sua ida ao Genoa, clube que disputa a Série A do futebol peninsular.
Acordo verbal encaminhado
Depois de rodadas de conversas que passaram por recusas e contrapropostas, Santos e Genoa chegaram a um entendimento verbal para o empréstimo do jovem atacante por uma temporada. Falta agora a burocracia: a troca de documentos que oficializa nos papéis o que já está combinado de boca. O acerto prevê ainda uma opção de compra fixada em 8 milhões de euros, algo próximo de R$ 48 milhões, valor que sinaliza a expectativa italiana em torno do potencial do jovem brasileiro.
Um cabo de guerra nos bastidores
A vila santista não facilitou o caminho. A primeira proposta enviada pelos italianos foi rechaçada pela diretoria alvinegra, que devolveu a bola com uma contraproposta mais dura: o Genoa deveria arcar integralmente com o salário do atacante durante o período de empréstimo, além de pagar uma taxa pela cessão. O clube italiano, decidido a reforçar seu elenco, topou as condições impostas — e assim o imbróglio se transformou em avanço.
Negociações desse tipo raramente são lineares. O interesse existia dos dois lados, mas cabia ao Santos proteger o investimento feito na formação do atleta.
Bastidores do mercado da bola
Uma trajetória ainda em construção
Promovido ao time principal na temporada passada, Robinho Jr. somou 15 partidas em 2025, com uma assistência registrada. Neste ano, porém, o ritmo de utilização não se traduziu em números: são 12 jogos disputados sob o comando de Cuca, ainda sem gols ou passes para gol. Seu último compromisso vestindo o manto alvinegro foi em 21 de julho, na vitória por 4 a 1 sobre a UCV, da Venezuela, resultado que carimbou a classificação nos playoffs da Sul-Americana.
É justamente esse hiato entre potencial e produtividade que empurra o jovem para a experiência europeia. Sair da Vila Belmiro rumo a Gênova pode significar minutos em quantidade, ritmo competitivo e a maturidade que só o futebol adulto, longe de casa, costuma oferecer.
Enquanto a papelada não é assinada, resta ao torcedor santista acompanhar de longe o desfecho de mais uma cria da base em busca de espaço fora do Brasil — um roteiro conhecido, mas que nunca deixa de gerar expectativa a cada capítulo novo.