Súmula registra denúncia de racismo após empate entre Juventude 2 x 2 Atlético-GO
Súmula registra denúncia de racismo após empate entre Juventude 2 x 2 Atlético-GO
Clima tenso no Alfredo Jaconi culminou em protocolo antirracismo acionado pelo árbitro, mas divergências no relato do goleiro marcaram o desfecho
O empate em 2 a 2 entre Juventude e Atlético-GO, que deveria ser lembrado pelo desenrolar técnico dentro das quatro linhas, ganhou contornos de tensão e preocupação após o apito final. O que se viu no gramado do Alfredo Jaconi foi uma discussão generalizada que levou o árbitro Ramon Abatti Abel a aplicar o protocolo oficial de combate ao racismo.
Conforme o relato oficial na súmula da partida, o goleiro Paulo Vitor, do Atlético-GO, abordou a equipe de arbitragem logo após o término do confronto alegando ter sido vítima de injúria racial. O atleta afirmou, inicialmente, que um torcedor teria feito gestos imitando um macaco em sua direção. No entanto, em um desdobramento que gerou perplexidade, o goleiro alterou sua versão ao chegar aos vestiários, passando a sustentar que teria ouvido uma frase de cunho racista.
Apesar da gravidade da denúncia, não houve registro de boletim de ocorrência por parte do jogador ou da agremiação goiana. O clima de incerteza foi agravado pelo fato de o goleiro ter, segundo a súmula, danificado a placa de identificação do vestiário visitante após o episódio. Representantes de ambos os clubes e a Brigada Militar estiveram no gramado, mas o possível agressor não foi identificado.
📋 Resumo do Confronto
O caso coloca em evidência a necessidade de rigor na apuração de fatos dessa natureza. Os presidentes Fabio Pizzamiglio, do Juventude, e Adson Batista, do Atlético-GO, mantiveram diálogo sobre o ocorrido logo após a partida, buscando esclarecer o cenário de um episódio que mancha o espetáculo esportivo.