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No apagar das luzes, Inter sofre virada do Fluminense e vê o Z-4 rondar o Beira-Rio

Por: Redação FutebolRS 28/10/2026 Notícias
No apagar das luzes, Inter sofre virada do Fluminense e vê o Z-4 rondar o Beira-Rio
Foto: Ricardo Duarte | SC Internacional
Colorado saiu na frente com gol de Alan Patrick no início do segundo tempo, mas levou a virada nos acréscimos, com gols de Hércules e Lucho Acosta. Após a derrota por 2 a 1, presidente Alessandro Barcellos e técnico Eduardo Baptista atacaram a arbitragem do confronto.
Brasileirão Série A · Pós-jogo

Maracanã, Rio de Janeiro · 28 de outubro de 2026 · Redação

Faltavam poucos segundos para o apito final quando o Maracanã, que já tinha visto o Inter sair na frente e depois sofrer o empate, assistiu a um rebote cruel definir tudo. Lucho Acosta, que havia entrado no intervalo da etapa final, pegou a sobra dentro da área e, aos 51 minutos do segundo tempo, condenou o Colorado a mais uma noite amarga longe de casa. O Fluminense venceu por 2 a 1 nesta quarta-feira (28), pela 33ª rodada do Brasileirão, e deixou o Inter outra vez à beira do Z-4, numa rodada marcada por reclamações durissimas da arbitragem por parte da cúpula colorada.

Time repetido e um primeiro tempo de poucos sustos

Eduardo Baptista optou por manter a base que goleou o Botafogo por 3 a 0 no fim de semana anterior. Maripán, Ronaldo e Bernabei seguiram como titulares, enquanto Mercado, Villagra e Vitinho ficaram no banco como opções para o segundo tempo. Do outro lado, o técnico Marcão escalou força máxima, com os retornos de Thiago Silva e Savarino.

A primeira etapa foi de poucos riscos. O Fluminense teve mais posse de bola, mas encontrou um Inter organizado, que fechava bem os espaços. A primeira finalização só veio aos 23 minutos, com Cannobio ajeitando de peito e batendo de esquerda. Pouco depois, uma trombada entre Juninho e Matheus Bahia quase custou caro: a bola ficou livre na entrada da área, mas Thiago Maia chegou a tempo de cortar a jogada antes da finalização de Cannobio.

O Inter também assustou. Bernabei arriscou de fora da área e a bola passou perto da trave de Fábio. Pouco antes do intervalo, Matheus Bahia recebeu de Alan Patrick e chutou sem perigo. No lance mais perigoso do Fluminense na etapa, Hulk cabeceou em cruzamento de Guga, mas Aguirre cortou em cima da linha. O primeiro tempo terminou 0 a 0, resultado que agradava ao Colorado.

Alan Patrick abre o placar logo na volta do intervalo

Baptista promoveu a entrada de Vitinho no lugar de Bernabei para a etapa final, e a mudança surtiu efeito imediato. Com apenas 55 segundos de bola rolando, Vitinho iniciou a jogada pelo meio, tocou para Matheus Bahia avançar em velocidade pela esquerda, e o ala serviu Alan Patrick, que invadiu a área e bateu no canto, sem chances para Fábio. Inter 1 a 0, e um resultado que parecia encaminhar a reação colorada na tabela.

O Fluminense reagiu com as entradas de Lucho Acosta e Castillo, nos lugares de Ganso e Hulk. No Inter, Thiago Maia sentiu lesão e chorou no banco de reservas antes de dar lugar a Villagra. No lance seguinte às trocas, o próprio Inter quase ampliou: Canobbio avançou pela esquerda e deixou Castillo na cara do gol, mas o chute, sem força, foi travado por uma grande defesa de Kauan Jesus.

A polêmica que mudou o rumo do jogo

Com o Colorado em vantagem e o Fluminense pressionando, veio o lance que se tornaria o centro das reclamações do Inter. Aos 30 minutos do segundo tempo, Renê, já advertido com cartão amarelo, cometeu falta em Bruno Gomes bem na entrada da área, impedindo o avanço colorado. Jogadores do Inter cercaram o árbitro Lucas Casagrande pedindo o segundo amarelo — e a consequente expulsão —, mas o juiz optou por não punir o lateral do Fluminense.

Três minutos depois da jogada polêmica, veio o empate carioca. Na cobrança da própria falta, batida justamente por Renê, a defesa do Inter afastou mal, Hércules dominou de primeira na entrada da área e bateu forte, sem chances para Kauan Jesus: 1 a 1.

O Inter ainda teve a chance de retomar a vantagem. Dois minutos depois do gol sofrido, Aguirre cruzou com categoria pela direita e Alerrandro cabeceou por cima do gol. Aos 40 minutos, Matheus Bahia arriscou de longe e Fábio fez boa defesa. Foi nesse lance que Alan Patrick sentiu dores na coxa esquerda — a mesma região que o tirou do Gre-Nal 455 — e precisou ser substituído, assim como Ronaldo, dando lugar a João Victor e Paulinho.

Gol no rebote aos 51 minutos sela a virada

Já nos acréscimos, aos 51 minutos, veio o golpe final. O Inter falhou na marcação, Guga cruzou da direita, Wesley finalizou e Kauan Jesus fez outra grande defesa — mas no rebote, Lucho Acosta não desperdiçou e empurrou para a rede vazia, decretando a virada do Fluminense por 2 a 1.

"Fomos assaltados": a reação da diretoria e do técnico

Minutos após o apito final, o presidente do Inter, Alessandro Barcellos, concedeu entrevista coletiva e não poupou críticas à arbitragem comandada por Lucas Casagrande e ao VAR de Heber Roberto Lopes.

— Fomos assaltados aqui hoje. É uma situação muito ruim porque a gente que faz futebol não quer ficar retomando esses temas constantemente, porque faz parte de uma espécie de pacto de todos que fazem e têm discutido futebol, de tentar elevar o nível dessas questões da arbitragem. Só que é impossível fazer isso com o que a gente vem vindo e vinha observando — criticou Alessandro Barcellos, presidente do Inter.
— Nós saímos do oito para o 80. O VAR entrava e se o cara cuspisse no chão, entrava o VAR. Agora, o cara quase quebrou a perna do nosso atleta e o VAR não chamou. Ou a falta do Renê, a primeira falta do Renê não era para vermelho? Heber Roberto Lopes, que já era ruim no campo, parece que ficou pior no VAR — afirmou Barcellos.
— Aí o Renê puxa a camisa... Gente, puxão de camisa desde que eu nasci é cartão amarelo. O que ele fez? Nada. Não expulsou o Renê. Tanto é verdade que a primeira substituição logo em seguida que o Fluminense fez foi de tirar o Renê. Então o que aconteceu hoje aqui é infelizmente um retrocesso — desabafou o presidente colorado.

Barcellos ainda relembrou episódios de jogos contra Mirassol e Corinthians com lances semelhantes e decisões diferentes dos árbitros, e garantiu que o clube vai protocolar nova reclamação formal junto à CBF.

— Isso está acontecendo cada vez mais frequente com o Internacional. E é inadmissível, nós não vamos admitir. Vamos fazer de novo, antes que vocês me perguntem, todos os protocolos e processos previstos no protocolo da CBF e da arbitragem. Para que isso fique claro, a partida hoje foi decidida por erros de arbitragem — concluiu Barcellos.

O técnico Eduardo Baptista seguiu o mesmo tom em sua entrevista, somando a indignação com o resultado à frustração por uma atuação que, segundo ele, merecia recompensa diferente.

— São dois sentimentos. Um o nosso presidente já falou aqui, a indignação com o que foi feito hoje. O resultado foi alterado. E a outra é de tristeza por tudo que a gente construiu, por toda a estratégia. Principalmente no segundo tempo, a equipe se portou bem, voltou diferente. A gente constrói o gol, cria oportunidades, cria um volume para a gente ganhar o jogo — comentou Eduardo Baptista.

O treinador também justificou a manutenção do time que goleou o Botafogo e já voltou os olhos para o próximo compromisso, no Beira-Rio.

— Mais uma boa atuação. A gente conta com o torcedor para terça para que a gente tenha aquela energia de novo em casa. A gente precisa das vitórias em casa. É isso que vai nos tirar dessa situação — concluiu o técnico.

O lance visto pela arbitragem: "uma pipocada inacreditável"

A análise especializada também pegou pesado com a atuação de Lucas Casagrande. Em comentário à Rádio Gaúcha, Diori Vasconcelos classificou como grave a decisão de não expulsar Renê após a falta em Bruno Gomes.

— Fora da área e ele não deu amarelo para o Renê. É uma pipocada inacreditável. O Renê, de maneira deliberada, agarra o Alan Patrick, acabou de levar cartão amarelo, e o árbitro dá uma pipocada e não expulsa o jogador do Fluminense — avaliou Diori Vasconcelos, comentarista de arbitragem da Rádio Gaúcha.
Preocupação física: Alan Patrick, autor do gol colorado, deixou o campo sentindo a coxa esquerda — mesma região que o afastou do Gre-Nal 455. "Espero que não tenha sido nada grave", disse o meia após a partida. Thiago Maia também saiu machucado, chorando no banco de reservas.

Ficha técnica

Fluminense 2 x 1 Internacional — 33ª rodada do Brasileirão · Maracanã

Fluminense

Fábio; Guga, Thiago Silva, Ignácio e Renê (Guilherme Arana, 34'/2ºT); Hércules, Nonato e PH Ganso (Lucho Acosta, 12'/2ºT); Canobbio (Wesley Natã, 28'/2ºT), Savarino (Serna, 28'/2ºT) e Hulk (Castillo, 12'/2ºT).

Técnico: Marcão

Internacional

Kauan Jesus; Bruno Gomes, Maripán e Juninho; Aguirre, Ronaldo (Paulinho, 43'/2ºT), Thiago Maia (Villagra, 12'/2ºT) e Matheus Bahia (Victor Gabriel, 50'/2ºT); Bernabei (Vitinho, intervalo) e Alan Patrick (João Victor, 43'/2ºT); Alerrandro.

Técnico: Eduardo Baptista

Gols: Alan Patrick, aos 55 segundos do 2ºT; Hércules, aos 33 min do 2ºT; Lucho Acosta, aos 51 min do 2ºT

Cartões amarelos: Renê (FLU); Alerrandro e Aguirre (INT)

Arbitragem: Lucas Casagrande (PR), auxiliado por Bruno Boschilia (PR) e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE). VAR: Heber Roberto Lopes (SC)

Com a derrota, o Inter segue na 16ª colocação, com 35 pontos, mas corre risco real de terminar a rodada dentro do Z-4: no pior cenário, com vitórias de Grêmio e Corinthians, o time cai para a 18ª posição. Restam cinco rodadas na temporada: três jogos no Beira-Rio, contra Coritiba, Vitória e Bragantino, e dois fora de casa, diante de Vasco e Cruzeiro. A próxima parada é já na terça-feira (3), às 21h30min, contra o Coritiba, no Beira-Rio, pela 34ª rodada — compromisso que o técnico Eduardo Baptista já tratou como decisivo para a reação colorada na briga contra o rebaixamento.

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