Sem Diego Caito, Luís Castro terapeuta um quebra-cabeça na lateral direita para enfrentar a Chapecoense
Sem Diego Caito, Luís Castro reabre o quebra-cabeça da lateral direita antes do duelo com a Chapecoense
Poupado de olho no Gre-Nal da Copa do Brasil, o titular do setor vira desfalque, e o técnico português volta a olhar para Pavon, Marcos Rocha e João Pedro em busca de uma solução
Toda escalação carrega, em algum canto, uma pequena engenharia de risco. E é justamente esse cálculo que ocupa a cabeça de Luís Castro às vésperas do confronto com a Chapecoense, neste domingo, na Arena. Um desconforto no ombro esquerdo tirou Diego Caito da lista de disponíveis, e o técnico português terá de recorrer, mais uma vez, à criatividade — ou à paciência com nomes que pouco entraram em campo nesta temporada.
Uma ausência com data marcada para voltar
A decisão de preservar Diego Caito não é fruto de acaso, mas de calendário. Com o Gre-Nal da Copa do Brasil no horizonte, a comissão técnica optou por não arriscar o lateral, hoje uma peça consolidada no time titular. A lógica é simples: abrir mão de uma partida para garantir a presença na que carrega o maior simbolismo do calendário gremista.
Pavon, o improviso que virou rotina
Antes da chegada de Diego Caito ao clube, foi justamente o argentino Pavon quem sustentou a lateral direita em diversas ocasiões, mesmo sendo um homem de origem ofensiva. Essa experiência recente faz dele o nome mais cotado para reassumir a função diante da Chapecoense — um retorno ao que já se tornou, por necessidade, quase uma segunda posição em seu currículo tricolor.
A escalação de um atacante improvisado na lateral expõe tanto a versatilidade do elenco quanto a fragilidade numérica do setor.
Análise da reportagem — futebolrs.com.br
Dois nomes de origem, distantes da prioridade
Marcos Rocha soma apenas 14 partidas em 2026 e não atua desde a derrota por 2 a 1 diante do Mirassol, em 17 de julho, quando entrou por poucos minutos. Já João Pedro enfrenta um cenário ainda mais delicado: problemas físicos e de saúde o afastaram dos gramados por um longo período, e sua última aparição pelo Tricolor remonta à derrota por 3 a 1 para o Corinthians, em 30 de maio.
Diante desse retrospecto, fica claro por que nenhum dos dois figura entre as primeiras opções da comissão técnica. Faltam ritmo, confiança e, sobretudo, minutos recentes em campo — moeda essencial para qualquer atleta que sonhe em romper a fila.
Resta a Luís Castro decidir entre o conhecido improviso de Pavon ou a aposta em um lateral de origem que precisa, antes de tudo, reencontrar ritmo de jogo. A resposta só virá quando a bola rolar na Arena, mas o dilema já revela uma lateral direita ainda carente de profundidade no elenco gremista.