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Kaká chora ao entrar no Hall da Fama do Milan antes do Derby della Madonnina

Por: Redação FutebolRS 31/10/2026 Futebol Internacional
Brasileiro é homenageado ao lado de Ruud Gullit e Carlo Ancelotti momentos antes do clássico contra a Inter, na décima rodada do Campeonato Italiano
Futebol Internacional

San Siro, Milão · 31 de outubro de 2026 · Redação

Tem gol que se comemora erguendo os braços pro céu. E tem homenagem que faz o mesmo gesto voltar, mesmo sem bola rolando. Foi assim neste sábado no San Siro: antes da bola rolar para o clássico entre Milan e Inter, válido pela décima rodada do Campeonato Italiano, Kaká recebeu uma placa comemorativa por sua entrada no Hall da Fama do clube rubro-negro e não conseguiu esconder as lágrimas diante da torcida que o viu virar lenda.

O ex-meia brasileiro, hoje com 44 anos, foi anunciado em maio como um dos novos integrantes do Hall da Fama do Milan, junto com o holandês Ruud Gullit e o técnico Carlo Ancelotti — hoje à frente da Seleção Brasileira. Neste sábado, a cerimônia de homenagem aconteceu no gramado do San Siro, horas antes do pontapé inicial do clássico milanês.

Uma era de ouro vestindo o manto rossonero

Kaká desembarcou no Milan em 2003 e por ali construiu a fase mais vitoriosa da carreira. Entre 2003 e 2009, o brasileiro foi protagonista de um time que voltou a dominar a Europa, e retornaria ainda por mais uma temporada, em 2013/14, para fechar o ciclo com a camisa rubro-negra.

Na primeira passagem, acumulou cinco títulos que colocam seu nome entre os maiores ídolos da história do clube: o Campeonato Italiano de 2003/04, a Supercopa Italiana de 2004, a Liga dos Campeões da Uefa em 2006/07, a Supercopa da Uefa de 2007 e o Mundial de Clubes do mesmo ano.

Recordes em destaque

Champions League

Liga dos Campeões 2006/07

Auge europeu de Kaká com a camisa do Milan, coroado meses depois com a Bola de Ouro.

Mundial de Clubes

Título mundial em 2007

Fecha a temporada mais vitoriosa do brasileiro com o clube italiano.

Bola de Ouro 2007

Último melhor do mundo do Milan

Kaká é até hoje o último jogador rossonero a vencer o prêmio de melhor do mundo da France Football.

Fifa The Best

Prêmio Fifa World Player 2007

No mesmo ano, levou também o reconhecimento da entidade máxima do futebol mundial.

Companheiros de hall: Gullit e Ancelotti

A entrada de Kaká no Hall da Fama não veio solitária. Ruud Gullit, um dos grandes meias holandeses que vestiu a camisa do Milan, e Carlo Ancelotti, que brilhou tanto como jogador quanto como técnico do clube italiano, completam a turma homenageada em 2026. Ancelotti, hoje comandando a Seleção Brasileira, reforça um elo curioso entre o passado rossonero e o presente do futebol nacional: o técnico que ajudou a formar parte da identidade vencedora do Milan agora comanda o país que revelou seu companheiro de hall.

Lágrimas antes do clássico

Ao receber a placa e ouvir a ovação da torcida, Kaká não escondeu a emoção. Antes de deixar o gramado para a partida contra a Inter, ainda fez questão de saudar o público e repetir o gesto que marcou época nos gramados europeus: os braços erguidos para o céu, a mesma comemoração que embalou gols decisivos em noites de Champions League e de Campeonato Italiano com a camisa rubro-negra.

A homenagem aconteceu no pré-jogo do clássico Milan x Inter, pela 10ª rodada do Campeonato Italiano 2026/27, no San Siro.

Quase duas décadas depois de erguer a Bola de Ouro como o melhor jogador do mundo, Kaká volta a ocupar o centro do palco no San Siro — não mais pelos pés, mas pela história que construiu ali. A cena de um ídolo emocionado diante da torcida rubro-negra, horas antes de um Derby della Madonnina, reforça como o nome do brasileiro segue costurado à identidade do Milan, mesmo mais de uma década depois de deixar os gramados do clube.

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