Inter e Grêmio seguem no transfer ban da Fifa por dívidas em contratações
Tem assunto que não sai do noticiário, por mais que o torcedor queira virar a página. Enquanto Inter e Grêmio tentam equilibrar o caixa dentro de campo com resultado e fora dele com planejamento, a Fifa mantém os dois clubes gaúchos na lista de punidos por transfer ban — a proibição de registrar novos reforços enquanto dívidas de contratações passadas não forem pagas. A informação é do colunista Eduardo Gabardo, da GZH, publicada nesta terça-feira.
O Inter soma duas sanções simultâneas. Ambas nascem de atrasos no pagamento de parcelas de compras já fechadas: a do meio-campista Juninho, negociado com o Midtjislund, e a do zagueiro Ramon, que chegou ao clube após passagem pelo Olympiacos. Já o Grêmio tem uma punição em vigor, também por atraso — neste caso, de uma parcela referente à contratação do atacante Monsalve junto ao Independiente Medellín.
Santos lidera o ranking nacional
Se Inter e Grêmio vivem momento financeiro apertado, o caso mais grave do futebol brasileiro está em outro estado. Segundo o levantamento de Gabardo, o Santos é o recordista de transfer bans no país, com quatro punições acumuladas. A mais recente chegou pouco depois de o clube paulista fechar contratações de peso na janela do meio do ano: a Fifa notificou o Peixe por falta de pagamento relativo à demissão do técnico Pedro Caixinha e de outros três auxiliares.
O que isso significa na prática
Para Inter e Grêmio, o transfer ban não é novidade — ambos já passaram por situações parecidas em outros momentos recentes, sempre ligadas a compromissos assumidos em negociações internacionais. O risco direto é operacional: enquanto a pendência não for resolvida, os clubes não conseguem registrar na Fifa jogadores vindos do exterior, o que pode travar planos de reforço para 2027, dependendo de quando as dívidas forem liquidadas.
Nenhum dos dois clubes gaúchos nem a Fifa se manifestaram publicamente sobre prazos de pagamento até a publicação desta matéria.
O assunto deve voltar à pauta conforme Inter e Grêmio avancem — ou não — na quitação das parcelas pendentes. Até lá, o transfer ban segue como mais um item na lista de desafios financeiros dos dois clubes fora de campo.