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Gurias Coloradas sofrem, mas vencem o Bragantino nos pênaltis e vão à final inédita da Copa do Brasil Feminina

Por: Redação FutebolRS 08/11/2026 Notícias
Depois de perder por 2 a 0 no tempo normal em Bragança Paulista, Inter buscou nas cobranças a classificação e vai enfrentar o Flamengo na decisão do torneio nacional
Futebol Feminino · Copa do Brasil

8 de novembro de 2026 · Estádio Cícero de Souza Marques, Bragança Paulista (SP) · Redação

O sol de domingo em Bragança Paulista viu o Inter sofrer até o último minuto, mas também viu a história se repetir: nas cobranças de pênalti, a sorte volta a sorrir para as Gurias Coloradas. Depois de perder por 2 a 0 para o Bragantino neste domingo (8), no Estádio Cícero de Souza Marques, em jogo válido pela volta da semifinal da Copa do Brasil Feminina, o Inter buscou nas penalidades a vaga que o placar da partida não deu de forma tranquila. Resultado: 5 a 4 nos pênaltis, com Gabi Barbieri brilhando mais uma vez debaixo das traves, e uma classificação inédita à final do torneio nacional, contra o Flamengo.

A vantagem de Porto Alegre e o risco em campo paulista

O Inter chegava a Bragança Paulista com um colchão construído dias antes, no Beira-Rio: vitória por 3 a 1 no jogo de ida. Pelo regulamento, até uma derrota simples bastaria para avançar, e qualquer resultado igual ou melhor garantia vaga direta na decisão. Ciente da vantagem, o técnico Fred Constantino mudou a postura do time em relação ao duelo de ida, abandonando a proposta mais ofensiva para jogar com uma retranca mais rígida, priorizando não sofrer gols.

O Bragantino, movido pelo sonho de um avanço inédito à final, também entrou em campo com outra postura: assumiu o controle da posse de bola desde o início e passou a maior parte do primeiro tempo no ataque, tentando forçar erros na defesa colorada.

Primeiro tempo de pressão paulista, mas sem gols

A primeira chance clara do jogo foi do Inter. Aos três minutos, Camila Ambrozio falhou no setor defensivo e entregou a bola para Pati Llanos, que lançou Sole Jaimes livre dentro da área — a atacante, porém, chutou por cima do gol.

A partir daí, o Bragantino tomou as rédeas da partida. Mylena arriscou de fora da área por duas vezes, Rafa Mineira testou a saída de bola da goleira Gabi Barbieri, e as mandantes mantiveram ampla posse de bola, sem, no entanto, converter essa superioridade em gols. A defesa colorada, bem postada, conseguiu evitar as infiltrações mais perigosas, limitando as paulistas a chutes de média e longa distância.

O primeiro tempo também teve forte reclamação do Bragantino por um possível pênalti: as jogadoras pediram toque de mão de Sole Jaimes dentro da área, mas a arbitragem entendeu que a bola bateu na barriga da atacante colorada e mandou o jogo seguir. O placar seguiu zerado até o intervalo.

Mylena e Jé Soares erguem o Bragantino, mas não bastam

Na volta do intervalo, Fred Constantino promoveu a entrada de Paulinha no lugar de Paola, muito exigida na etapa inicial, e o Inter conseguiu segurar mais a bola, desacelerando o ritmo do jogo. O técnico Humberto Simão reagiu colocando em campo Carol Tavares e Del Trecco, nas vagas de Tamires e Duda, para aumentar o poder ofensivo das Bragantinas.

A mudança surtiu efeito. Aos 28 minutos da etapa final, em cobrança de escanteio pela direita, houve um empurra-empurra dentro da área e Valéria Cantuário acabou agarrando uma adversária — pênalti marcado para o Bragantino. Mylena foi para a cobrança e não desperdiçou, diminuindo a vantagem agregada do Inter.

O gol elevou a pressão paulista, e o time de Humberto Simão foi em busca da virada. Aos 40 minutos, Gabi Santos cruzou para a área, a bola ficou viva entre as defensoras coloradas até sobrar para Jé Soares, que só precisou empurrar para as redes. Estava decretado o 2 a 0 no placar da partida — e o 3 a 3 no agregado das duas partidas. O Bragantino ainda pressionou nos minutos finais em busca do terceiro gol, que garantiria a classificação direta, mas não conseguiu, e o apito final levou a vaga para a disputa de pênaltis.

Gabi Barbieri, a heroína de sempre

Não era a primeira vez que o Inter dependia das penalidades para avançar na competição. Depois de decidir contra o Grêmio na terceira fase e contra o Atlético-MG nas quartas de final, as Gurias Coloradas foram pela terceira vez à disputa de pênaltis — e, de novo, contaram com a atuação decisiva da goleira Gabi Barbieri.

Com três cobranças convertidas para cada lado, a arbitragem chamou a quarta rodada de pênaltis. Gabi Barbieri defendeu a cobrança de Rafa Mineira, e a responsabilidade de fechar a classificação ficou com Caty, que não tremeu e converteu o quinto pênalti colorado, confirmando o placar de 5 a 4 nas penalidades e a vaga do Inter na final.

Jogo de ida

Inter 3 x 1 Bragantino

Beira-Rio, início da semana

Jogo de volta

Bragantino 2 x 0 Inter

Cícero de Souza Marques, 08/11

Agregado

3 x 3

Classificação decidida nos pênaltis

Pênaltis

Inter 5 x 4 Bragantino

Defesa de Gabi Barbieri sobre Rafa Mineira


Ficha técnica

Bragantino

Karol Alves; Catarina, Camila Ambrózio, Jé Soares e Tamires; Carol Tavares, Mylena, Karol Bermúdez e Rafa Mineira; Duda Rodrigues e Miriã.

Técnico: Humberto Simão

Gols: Mylena (pênalti, 28'/2ºT) e Jé Soares (40'/2ºT)

Internacional

Gabi Barbieri; Bianca Martins, Débora e Sorriso; Paola, Lelê, Pati Llanos, Julia Bianchi e Aninha; Valéria Cantuário e Sole Jaimes.

Técnico: Fred Constantino

Local: Estádio Cícero de Souza Marques, Bragança Paulista (SP) · Competição: Copa do Brasil Feminina, volta da semifinal

O que vem agora: final inédita contra o Flamengo

Com a classificação, o Inter garante presença pela primeira vez na história em uma final da Copa do Brasil Feminina. O adversário será o Flamengo, que confirmou vaga na decisão no sábado, ao vencer o Bahia por 3 a 2 após empate sem gols no jogo de ida.

A decisão será disputada em dois jogos: a ida acontece já nesta quarta-feira (11), e a volta está marcada para o próximo domingo (15). Os mandos de campo das duas partidas serão definidos por sorteio nesta segunda-feira (9), às 12h (de Brasília). Com pouco tempo de preparação entre a classificação e o início da final, o Inter tenta agora transformar a resiliência mostrada nos pênaltis em seu primeiro título nacional no futebol feminino.

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