Frustração em Salvador: Inter abre o placar, mas sofre virada e segue no Z-4
- Inter vira a chave para o Gre-Nal decisivo na Copa do Brasil
- Desgastado pelo Gre-Nal, Inter viaja a Salvador sem três titulares para tentar se afastar do Z4 contra o Bahia
Afogado na Fonte Nova: Inter sofre a virada do Bahia, mergulha no Z-4 e chega estrangulado ao Gre-Nal 454
Colorado abriu o placar, tomou três gols antes do intervalo e chegou à décima derrota no Brasileirão — na semana do clássico mais decisivo do ano
Salvador estava quente, a Fonte Nova estava cheia, e o Inter foi a campo com a urgência de quem já não pode mais perder. Mas há noites em que o roteiro se impõe antes de qualquer intenção: o Colorado abriu o placar, sentiu o piso escorregadio de uma fase terrível e viu o Bahia desmontar tudo ainda no primeiro tempo — três gols em 26 minutos, cada um com a crueldade específica de acertar exatamente onde dói mais. O 3 a 2 final é só o número. O peso real é o que ele carrega: a décima derrota no Brasileirão, a mergulhada definitiva no Z-4 e a chegada ao Gre-Nal 454 com o pescoço nu.
Pezzolano montou um time com olho em dois compromissos. Com Bruno Gomes e Gabriel Mercado suspensos, Aguirre e Félix Torres entraram na defesa. Villagra e Carbonero ficaram poupados no banco. A novidade de peso foi Thiago Maia: o volante voltou ao time após quase cem dias afastado — sua última partida havia sido em 23 de maio. Ele formou o meio-campo com Ronaldo e Bruno Henrique. No ataque, Alan Patrick e Vitinho foram os mais avançados, com Bernabei como ala pela esquerda num 5-3-2 que tentava dar mais consistência defensiva.
Um gol bonito e uma ruína de 26 minutos
Os primeiros instantes foram do Inter. A equipe colorada protegeu bem e dois contra-ataques criaram perigo — Vitinho achando Aguirre e Alan Patrick servindo Bernabei na área. Quando o jogo equilibrava, veio o gol. Aos 15 minutos, depois de trocas de passe que envolveram o Bahia, a bola chegou a Thiago Maia. O volante encontrou Alan Patrick na entrada da área; o camisa 10 dominou, tirou o zagueiro do caminho e bateu de esquerda. A bola desviou no marcador e encobriu o goleiro Ronaldo: 1 a 0. Um gol de qualidade para um time que precisava acreditar.
A fase, porém, não permite serenidade. Aos 22 minutos, na primeira chegada com perigo do Bahia, Acevedo cruzou da direita e Erick Pulga acertou um voleio perfeito — sem chance para Matheus Cunha. Empate imediato. O próprio Pulga quase virou em seguida, cabeceando sozinho no segundo pau; o goleiro colorado salvou no reflexo.
Aos 42, veio o gol que se encaixou como um punhal. O Bahia saiu jogando apertado, o Inter quase interceptou, mas não conseguiu. Véliz escorou, Pulga avançou contra Maripán, trouxe para o pé direito e chutou — não foi uma finalização forte. Matheus Cunha teria defendido. Mas Bernabei desviou a trajetória da bola e tirou o goleiro da jogada. Autogol involuntário, 2 a 1 para os donos da casa.
E ainda houve tempo para piorar antes do apito. Em cruzamento pela esquerda, Matheus Cunha não saiu para dominar o balão. A defesa afastou mal, Kike Olivera bateu, o goleiro espalmou para o centro da área — direto nos pés de Erick, que só empurrou para o gol vazio. Três a um. O Inter ia ao vestiário destroçado.
Segundo tempo: reação que não chegou
Pezzolano não fez nenhuma troca no intervalo — apostou nos mesmos onze para encontrar a reação. E o Inter respondeu. Aos 6 minutos do segundo tempo, em cobrança rápida de falta, Aguirre recebeu o lançamento, fez o pivô e encontrou Alan Patrick. O camisa 10 entrou na área, tirou David Duarte com o corpo e rolou para Vitinho, que empurrou para as redes sem goleiro: 3 a 2. O jogo estava reaberto.
Menos de um minuto depois, veio a chance de empatar — e ela foi desperdiçada. Thiago Maia serviu Vitinho com passe perfeito e rasteiro. O atacante, sozinho na área, chutou para fora. Um momento que resumiu a fase.
O Inter tentou. Bernabei puxou contra-ataque e achou Aguirre na área, mas o lateral girou e bateu para fora. Aos 18 minutos, Pezzolano fez as primeiras trocas: saíram Bernabei e Thiago Maia, entraram Calebe e Sanabria. Pouco depois, Alan Patrick, Matheus Bahia e Vitinho também cederam lugar a Carbonero, Juninho e Eliasson. O Inter atacou, o Bahia segurou. Aos 42, ainda deu tempo de uma tentativa de Bruno Henrique, que recebeu nas costas da zaga e bateu forte — mas na rede pelo lado de fora. Fim de papo.
Os destaques individuais
O grande nome da noite na Fonte Nova. Marcou de voleio no empate e foi determinante na virada, com jogada individual que culminou no desvio de Bernabei.
O camisa 10 foi o mais criativo do Inter. Marcou de esquerda no primeiro tempo e armou o gol de Vitinho no segundo. O melhor do lado colorado.
Voltou ao time após quase 100 dias fora. Participou da jogada do gol de Alan Patrick e deu o passe do gol de Vitinho, mas saiu no intervalo do 2ºT.
Noite para esquecer. Teve participação nos três gols sofridos: reflexo salvo no primeiro tempo, mas comprometido nos dois últimos gols do primeiro tempo.