49ª Expointer abre portões neste sábado em Esteio com 7.926 animais e roteiro de novidades para o visitante
49ª Expointer abre portões neste sábado em Esteio com quase 8 mil animais e roteiro de novidades para o visitante
Do reajuste no ingresso ao selo carbono neutro, passando pela estreia da raça senangus e pelo retorno de linhagens históricas, a feira que move o campo gaúcho se prepara para nove dias de exposição, negócios e encontro
Desde cedo, o parque Assis Brasil troca o silêncio das últimas semanas por um burburinho que só se repete uma vez por ano. Neste sábado, os portões de Esteio se abrem para a 49ª edição da Expointer, e o Rio Grande do Sul volta a concentrar, em um único endereço, o que tem de mais representativo em pecuária, agricultura familiar e cultura campeira. São nove dias de exposição, até o próximo domingo, dia 6 de setembro, com uma programação que mistura tradição e novidade a cada canto dos pavilhões.
Ingresso mais caro e caminhos de acesso
Quem for até o parque este ano vai sentir o reajuste no bolso antes mesmo de cruzar a entrada. O valor da entrada subiu 10% e passou a custar R$ 22 para o público em geral, com meia-entrada de R$ 11 para estudantes, idosos e pessoas com deficiência. Crianças de até seis anos, acompanhadas dos responsáveis, seguem isentas. A compra pode ser feita antecipadamente pela internet ou diretamente nas bilheterias, e o acesso de pedestres acontece pelos portões 2 e 6, das 8h às 20h.
Para quem opta pelo carro, o estacionamento oficial sai por R$ 53 por veículo — valor que não inclui o ingresso do motorista, cobrado à parte. A entrada de automóveis se dá pelos portões 14 e 15.
De trem também se chega à feira
Para quem prefere fugir do trânsito na região metropolitana, o trem segue sendo uma alternativa prática. É possível embarcar na Estação Mercado, em Porto Alegre, ou em outras estações ao longo da linha, e descer diretamente na Estação Esteio, que fica ao lado do parque — basta atravessar a passarela para alcançar uma das entradas principais. Linhas intermunicipais administradas pela Metroplan, incluindo trajetos pela BR-116 e ligações transversais na região metropolitana, também possuem paradas próximas ao evento.
Quase 8 mil animais e a estreia de uma nova raça
No coração da Expointer está sempre o gado, e neste ano o número impressiona: 7.926 animais inscritos entre bovinos, equinos, ovinos, aves e pequenos animais. Um detalhe costuma surpreender quem visita a feira pela primeira vez — entre os bovinos, não há bois na exposição. Os machos que desfilam pelos julgamentos são touros, animais não castrados criados como reprodutores, levados ao parque para serem avaliados e, em muitos casos, negociados.
A novidade da temporada é a estreia da raça senangus, recém-criada, que chega para ampliar o já vasto mapa genético apresentado na feira. Completam o quadro os retornos da galloway, da crioulo lageano, da tabapuã e da guzerá, linhagens que voltam a ocupar espaço nos galpões depois de um tempo fora do calendário. Os pequenos animais, queridinhos do público em geral, também registraram crescimento na participação — um sinal de que a feira segue conquistando visitantes de todas as idades.
A Expointer é o retrato de um Rio Grande do Sul que produz, inova e ainda assim preserva suas raízes mais antigas no trato com a terra e com o animal.
Redação — cobertura Expointer 2026
Sustentabilidade e acolhimento no centro da programação
Outra marca desta edição é o selo carbono neutro, conquistado pelo evento e que reforça um movimento de ajuste ambiental dentro de uma feira historicamente ligada à produção rural. Ao lado disso, a organização também apresenta o Querência Inclusiva, espaço pensado para acolher pessoas autistas, neurodivergentes e seus familiares, com área infantil e sala de regulação sensorial — um gesto que amplia o alcance de um evento que, tradicionalmente, já reúne públicos bastante diversos.
Compras diretas com o pequeno produtor
Para quem pretende sair do parque com algo debaixo do braço, o Pavilhão da Agricultura Familiar é parada obrigatória. Reúne 509 expositores vindos de diferentes regiões do Estado, com uma variedade que vai muito além da comida: queijos, embutidos, doces, bebidas, panificados, mel, artesanato e mudas de plantas dividem espaço nas bancas. É também o ponto de encontro mais direto entre visitante e pequeno produtor gaúcho, sem intermediários.
Entre touros premiados, queijos artesanais e um parque que volta a receber multidões, a Expointer 2026 reafirma seu papel de vitrine do campo gaúcho — e de ponto de encontro entre tradição, negócio e novidade, ano após ano.