"Está no limite dele", diz Renato sobre Amuzu antes da decisão contra o Atlético-MG
Tem decisão que já nasce com a vantagem no bolso, mas nenhuma vantagem é suficiente para apagar o cansaço nas pernas de quem jogou demais em pouco tempo. É esse o retrato do Grêmio na reta final da Copa do Brasil: dono de um 2 a 0 construído na ida contra o Atlético-MG, o time tricolor entra em campo neste sábado (7), às 18h, na Arena MRV, em Belo Horizonte, pela volta das semifinais — mas carrega no corpo o preço de uma sequência de jogos que não dá trégua. A fala do técnico Renato Portaluppi, na véspera da viagem, deixou claro o tom de cautela: o adversário vem fresco, o Grêmio vem gasto, e o resultado da ida pode não valer nada se o time não administrar bem o que resta de fôlego.
A vantagem da ida e o tabu da virada
O triunfo por 2 a 0 no jogo de ida deu ao Grêmio uma margem de segurança rara em mata-mata de Copa do Brasil: basta um empate, ou mesmo uma derrota por um gol de diferença, para o Tricolor avançar à final. Mas Renato sabe que essa conta, no papel, costuma ser mais simples do que dentro de campo — principalmente quando o rival chega para o jogo decisivo em vantagem física.
O desgaste do Grêmio depois do Maracanã
A véspera da decisão em Belo Horizonte não poderia ter sido mais desgastante. Na quarta-feira (4), o Grêmio foi derrotado por 3 a 1 pelo Flamengo, no Maracanã, pelo Brasileirão, em um jogo que obrigou Renato a lançar titulares ainda no primeiro tempo por conta da atuação ruim do time reserva. Entre os escolhidos para entrar na etapa final estava o atacante Amuzu, que acabou marcando um golaço de falta — mas que, segundo o próprio treinador, pagou um preço alto por isso.
"Dureza. Como falei, o time do Atlético-MG todo descansando e esperando a gente. A gente se desgastando hoje diante do Flamengo. Depois nós temos que pensar no Campeonato Brasileiro. São quatro jogos. Até porque a final da Copa do Brasil é depois do Campeonato Brasileiro" — Renato Portaluppi, técnico do Grêmio.
Amuzu, o jogador "no limite"
Foi ao falar especificamente sobre o atacante belga que Renato usou o tom mais preocupado da entrevista coletiva. Amuzu vem sendo utilizado em sequência intensa de partidas e, segundo o treinador, reclama de dores tanto no intervalo quanto ao final de cada jogo. Mesmo assim, segue sendo uma peça decisiva — como mostrou o gol de falta contra o Flamengo.
"O Amuzu é um cara que vem em uma sequência de jogos muito grande, ele vem se queixando a cada partida. No intervalo dos jogos, ele se queixa de dores. Termina os jogos, ele se queixa de dores. A gente procura nem deixá-lo treinar para que ele possa se recuperar para os jogos. É o jogador que está no limite dele" — Renato Portaluppi.
Atlético-MG chega descansado
Do outro lado, o cenário é oposto. O Atlético-MG também jogou na quarta-feira (4), contra o Botafogo, mas optou por poupar boa parte do time titular — estratégia que, na leitura de Renato, deixa o rival em vantagem física justamente na etapa mais importante do confronto. É esse contraste de desgaste entre as duas equipes que o técnico gremista colocou no centro de sua preocupação ao projetar o jogo de Belo Horizonte.
Onde assistir
A partida entre Atlético-MG e Grêmio, válida pela volta das semifinais da Copa do Brasil, será disputada neste sábado (7), às 18h (horário de Brasília), na Arena MRV, em Belo Horizonte — a "Arena do Galo". A transmissão fica por conta do SporTV, Premiere e Amazon Prime Video.
Grêmio 2 x 0 Atlético-MG
Vantagem construída em Porto Alegre garante ao Tricolor a vaga na final mesmo em caso de empate ou derrota simples.
Amuzu "no limite"
Atacante vem de sequência intensa de jogos e reclama de dores constantes, segundo Renato Portaluppi.
Com a decisão marcada para o fim de semana, o Grêmio ainda tem o Brasileirão pela frente antes de uma eventual final da Copa do Brasil — torneio que, segundo o calendário citado por Renato, só será decidido depois do encerramento da competição nacional. Resta à comissão técnica equilibrar a gestão do desgaste físico do grupo, em especial de nomes como Amuzu, com a necessidade de confirmar em campo a vantagem construída na ida contra o Atlético-MG.