Conmebol antecipa horário da final da Sul-Americana entre Atlético-MG e Boca Juniors
Faltam três semanas para o continente parar e olhar para Barranquilla, mas os ponteiros do relógio já começaram a se mover antes mesmo da bola rolar. Neste sábado, a Conmebol confirmou que a final da Copa Sul-Americana entre Atlético-MG e Boca Juniors, marcada para 21 de novembro no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, terá início às 19h30 no horário de Brasília — meia hora antes do que havia sido anunciado originalmente, quando o jogo estava previsto para as 20h.
A mudança foi comunicada pela própria entidade sul-americana, sem detalhamento do motivo por trás do ajuste. O que fica mantido é o palco: o estádio do Junior Barranquilla, na costa caribenha colombiana, receberá a decisão continental entre o time mineiro e o clube argentino.
Ingressos já estão à venda, com preço em dólar
A corrida pelos lugares no Metropolitano já começou. Desde a última sexta-feira, a venda de ingressos para o público em geral está aberta na plataforma oficial do evento. Falta ainda a Conmebol definir data e horário da venda exclusiva reservada aos torcedores de Atlético-MG e Boca Juniors, que deve sair em breve.
Público geral
US$ 250 (cerca de R$ 1.337 na cotação atual)
Público geral
US$ 180 (cerca de R$ 963 na cotação atual)
Exclusiva para torcedores
US$ 90 (cerca de R$ 481 na cotação atual) — reservada a quem comprovar vínculo com Atlético-MG ou Boca Juniors
Quem ainda não garantiu lugar na fila pode fazer o pré-cadastro na plataforma oficial de vendas, passo recomendado pela própria organização para agilizar a compra quando a venda exclusiva para torcedores dos clubes for liberada.
Antes de Barranquilla, o Galo tem hora marcada com o Grêmio
Entre o Atlético-MG e a decisão continental existe uma pedra gaúcha no caminho. Antes de pensar em Boca Juniors, o time mineiro entra em campo neste domingo, às 18h30, no Estádio Olímpico Monumental, em Porto Alegre, para o jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio — justamente o clube comandado por Renato Gaúcho, um nome que já teve história com o próprio Atlético.
Em 1994, Renato desembarcou em Belo Horizonte para vestir a camisa alvinegra em um elenco batizado de "Selegalo", repleto de nomes de peso como Neto, Adilson Batista e Éder Aleixo. A promessa de um time estrelado, porém, não resistiu à falta de estrutura e aos salários atrasados — Renato deixou o clube após 36 jogos e dez gols, numa passagem de menos de um ano marcada por mais frustração do que glória.
O técnico do Galo já pisou no Olímpico contra o Grêmio de Ronaldinho
A conexão entre o banco do Atlético-MG e o gramado gaúcho também passa pelo técnico Eduardo Domínguez. Em 24 de agosto de 1999, ainda como zagueiro do Vélez Sarsfield, ele foi titular num confronto contra o Grêmio pela Copa Mercosul, justamente no Estádio Olímpico. Do outro lado da bola estava um Ronaldinho de 21 anos, já tratado como fenômeno em ascensão. O Grêmio venceu por 1 a 0, gol de Macedo, e Domínguez teve ao seu lado, na zaga do Vélez, o próprio irmão, Federico Domínguez, lateral-esquerdo do time argentino na época.
"Não me recordo tanto do jogo. Recordo do que representava o elenco do Grêmio com o Ronaldinho. Era uma estrela em pleno crescimento. Depois, vimos tudo que foi a carreira dele. Enfrentamos o Grêmio em várias oportunidades. Partida dura, existe uma rivalidade entre argentinos e brasileiros. Sempre gostei de jogar contra equipes brasileiras." — Federico Domínguez, irmão do técnico do Atlético-MG, sobre o duelo com o Grêmio em 1999
Antes de sonhar com a decisão continental em solo colombiano, o Atlético-MG precisa resolver um capítulo que mistura futebol e memória afetiva em Porto Alegre. O duelo de ida contra o Grêmio, neste domingo, abre a semifinal da Copa do Brasil e vale uma vaga na briga por mais um título nacional — enquanto a Conmebol já trata os últimos detalhes de uma final que, agora, começa 30 minutos mais cedo.