City tropeça de novo, perde para o Forest por 3 a 1 e Maresca admite crise de intensidade
Tem derrota que dói pelo resultado e tem derrota que dói pelo que ela revela. A do Manchester City para o Nottingham Forest, por 3 a 1, fora de casa, carrega as duas marcas. Numa tarde em que o favoritismo não valeu nada em campo, o time que sonha com o título da Premier League saiu batido por um adversário que briga para não cair de divisão — e voltou para casa com a terceira derrota seguida no bolso e um técnico obrigado a admitir, sem rodeios, que algo não está funcionando.
O jogo, válido pela décima rodada do Campeonato Inglês, começou mal para os visitantes e nunca melhorou de verdade. O Nottingham Forest, pressionado pela tabela, jogou com a urgência de quem não tem margem para erro, e o City, pressionado pela expectativa, jogou como quem ainda não encontrou resposta para a sequência negativa.
Como foi o jogo
A equipe da casa abriu o placar com gol de Jair e ampliou a vantagem logo depois com Delap, que fez dois no confronto. O City ainda buscou reação com gol de Cherki, mas não teve forças para evitar o terceiro revés seguido na competição.
O próprio Maresca resumiu o que viu em campo: o problema não foi pontual, foi geral, e começou já na primeira etapa.
"Hoje, acho que (o problema) foi geral. No primeiro tempo, perdemos todos os duelos. Contra um time como esse, que luta contra o rebaixamento, se você não consegue jogar no mesmo nível… é algo que precisamos entender. Nesse tipo de jogo, se você não consegue ganhar os duelos e as segundas bolas como no primeiro tempo, você sofre. É preciso desejo e intensidade para ganhar as segundas bolas e os duelos. É preciso intensidade, senão você fica para trás, e nós não conseguimos igualar a intensidade deles."
Uma sequência que incomoda
A derrota para o Nottingham Forest não é um caso isolado. O City já havia perdido o aproveitamento de 100% na Premier League diante do Aston Villa e, na semana anterior, caiu também para o Brighton, por 1 a 0. Três jogos, três tropeços — e, segundo o próprio treinador, um padrão que incomoda mais do que os números sugerem.
"São jogos diferentes. Mas se você analisar as chances criadas, a posse de bola, as chances dentro da área, em todos eles fomos muito, muito melhores, mas perdemos todos. Vamos usar essa pausa para os jogos das seleções para esclarecer o que podemos fazer melhor. Sabemos que precisamos melhorar e evitar esse tipo de partida."
A fala de Maresca expõe um contraste que vira dor de cabeça para qualquer treinador: dominar o jogo nos números e, ainda assim, sair de campo sem pontos. Para o técnico, a equipe tem criado chances, tem tido a bola, mas não tem convertido essa superioridade estatística em resultado — e é justamente essa distância entre o controle da partida e o placar final que ele promete atacar durante a pausa para os jogos das seleções.
O que vem agora
Com a Premier League entrando em pausa para os compromissos das seleções, Maresca ganha um tempo raro: dias de treino sem jogo no meio para corrigir o que considera um problema coletivo de intensidade e disputa de bola. A missão é clara — transformar o domínio técnico que o próprio treinador reconhece em resultado dentro de campo, antes que a sequência negativa vire crise mais profunda.
O que fica dessa rodada: o Manchester City chega à pausa internacional com três derrotas seguidas na Premier League e um técnico que admite publicamente que o time não está competindo no nível necessário. A pausa para as seleções chega em boa hora — e a resposta só vai aparecer quando a bola rolar de novo pelo Campeonato Inglês.