O rugido do Canarinho: Ypiranga domina a Ferroviária no Colosso e escancara portas do quadrangular da Série C
O rugido do Canarinho: Ypiranga domina a Ferroviária no Colosso e escancara portas do quadrangular da Série C
Com gol iluminado de Léo Gobo no segundo tempo, equipe de Erechim venceu duelo direto por 1 a 0, chegou aos 28 pontos e depende apenas de suas próprias forças na rodada derradeira da Terceirona
Sob as luzes pulsantes do Colosso da Lagoa, a noite de domingo reservou capítulos de pura tensão, entrega e redenção para a torcida verde-amarela. Em um confronto direto com contornos dramáticos de decisão, o Ypiranga superou a Ferroviária por 1 a 0 e fincou pé na zona de classificação da Série C do Campeonato Brasileiro. O triunfo maiúsculo elevou o Canarinho aos 28 pontos, colocando o destino do clube de Erechim inteiramente em suas próprias mãos no encerramento da primeira fase.
Clima quente, bola na trave e cartões vermelhos
O embate começou espinhoso para os donos da casa. A Ferroviária assumiu o controle da posse de bola no amanhecer da partida, fazendo o Ypiranga rodar o campo em busca do melhor encaixe de marcação. Contudo, assim que ajustou suas linhas, o time gaúcho passou a agredir com velocidade. Alex Gonçalves quase abriu o placar em um chutaço que exigiu milagre do goleiro Dênis Júnior, antes de a trave balançar e negar o grito de gol ao Canarinho.
A temperatura do jogo subiu vertiginosamente no apito para o intervalo. Uma forte discussão na descida para os vestiários resultou em expulsões antes mesmo do início da etapa final: o técnico visitante Rogério Corrêa e o goleiro titular do Ypiranga, Zé Carlos, viram o cartão vermelho após os ânimos se exaltarem nos corredores do estádio.
A bola da vitória e o momento decisivo
A virada do mapa tático veio logo aos oito minutos da segunda etapa, quando Rafael Carrilho desferiu uma cotovelada em Lucas Ramos e foi expulso diretamente. Com um homem a mais em campo, o Ypiranga alugou o meio-campo e empurrou a Locomotiva contra a sua própria grande área.
Depois de Dionísio parar em mais uma grande defesa de Dênis Júnior, o alívio veio aos 26 minutos. Em assistência primorosa de Pedro Lucas, o atacante Léo Gobo surgiu soberano no segundo pau e testou firme para o fundo das redes, explodindo as arquibancadas em Erechim.
Dependemos apenas de nós mesmos para selar essa vaga histórica. A garra deste grupo no Colosso mostrou que estamos prontos para qualquer batalha.
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