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Vasco embarca com força máxima para Curitiba e tenta romper tabu histórico contra o Athletico-PR

Por: Redação FutebolRS 03/11/2026 Futebol Brasileiro
Com o retorno de Andrés Gómez e o desfalque de Marino, equipe de Pedro Emanuel busca pela primeira vez na história uma vitória na Arena da Baixada pela Série A, em jogo da 34ª rodada do Brasileirão.
Futebol Brasileiro · Brasileirão

03 de novembro de 2026 · Curitiba (PR) · Redação

Há tabus que resistem ao tempo, às trocas de elenco e até às reformas de estádio. Desde 2007 o Athletico não perde para o Vasco dentro de casa, e desde que a Arena da Baixada foi inaugurada, em 1999, o time carioca simplesmente nunca venceu ali pela Série A. É esse histórico que o Vasco tenta desafiar nesta quarta-feira, às 19h30, quando entra em campo contra o Furacão pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe desembarcou em Curitiba na tarde desta terça-feira e o técnico Pedro Emanuel relacionou força máxima, mesmo com a semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras batendo à porta, no próximo domingo.

Um tabu que já dura quase duas décadas

O retrospecto pesa contra o Vasco. A última vitória cruzmaltina na Arena da Baixada, no tempo normal, aconteceu em agosto de 2007, ainda pela fase preliminar da Copa Sul-Americana: 4 a 2, de virada, com gols de Rubens Júnior, Abuda, Andrade e Conca, contra os tentos de Dinei e Alan Bahia pelo Athletico. Desde então, foram 13 confrontos no estádio, com nove vitórias do Furacão e quatro empates — nenhuma vitória vascaína.

O recorte fica ainda mais difícil quando se olha apenas para o Brasileirão: considerando só a Série A, Athletico e Vasco já se enfrentaram 17 vezes na Arena da Baixada, com 13 triunfos do time paranaense e quatro empates. A última vez que o Vasco venceu como visitante contra o Athletico pela Série A foi em 1998, na Vila Capanema, antes mesmo da Arena existir, por 2 a 1.

Em casa, o Athletico já aplicou goleadas marcantes sobre o rival carioca pelo Brasileirão: 7 a 2 em 2005, 6 a 4 em 2006 e 4 a 1 em 2019. Como visitante, o próprio Vasco sofreu um 5 a 1 em 2013, na Arena Joinville — jogo que terminou com o rebaixamento vascaíno à Série B e ficou marcado por cenas de violência nas arquibancadas. A partida foi disputada fora de Curitiba porque a Arena da Baixada estava em obras para a Copa do Mundo de 2014 e o Athletico cumpria punição do STJD, com perda de mando de campo.

O encontro mais recente entre as equipes no estádio foi em 2024, pelas quartas de final da Copa do Brasil: o Furacão venceu por 2 a 1 no tempo normal, mas o Vasco se classificou nos pênaltis, jogando com um jogador a menos.

Vasco: força máxima, mas com olho no desgaste físico

Pedro Emanuel relacionou o elenco ao máximo da capacidade disponível para o duelo em Curitiba. A principal novidade é o retorno de Andrés Gómez, que havia perdido os últimos dois jogos por dores no pé esquerdo. Já o colombiano Marino Hinestroza, que também sente o pé, foi poupado de propósito, visando o confronto de domingo contra o Palmeiras, na volta da semifinal da Copa do Brasil.

Na rodada passada, contra o Flamengo, o técnico português rodou cinco titulares — decisão que gerou ruído entre a torcida. Agora a tendência é de uma equipe mais próxima do time ideal, embora jogadores no limite físico ainda possam começar no banco de reservas.

O desgaste físico, de fato, é a principal preocupação interna do clube nesta fase da temporada. O jogo contra o Athletico-PR marca o terceiro confronto consecutivo do Vasco em gramado sintético — antes, a equipe já havia atuado no piso artificial do Nubank Parque, contra o Palmeiras, e no Nilton Santos, diante do Flamengo. Depois da Arena da Baixada, o time volta a jogar em grama natural em São Januário, contra o próprio Palmeiras, mas logo em seguida enfrenta a Chapecoense novamente em campo sintético — ou seja, quatro dos próximos cinco compromissos em piso artificial.

Para administrar o cansaço, Pedro Emanuel tem promovido rodízio entre os titulares. Cuiabano começou no banco contra o Palmeiras por desgaste físico, e Marino só entrou no segundo tempo pelo mesmo motivo. Robert Renan foi poupado contra o Flamengo, e outros atletas como Puma Rodríguez, Paulo Henrique, Sosa, Thiago Mendes, Colidio e Bruno Duarte também relataram incômodos físicos recentes.

"Sem dúvida, o gramado ser sintético vai condicionar as escolhas, até porque o desgaste é muito maior. Agora, olhando para aquilo que tem sido o nosso calendário, principalmente no Brasileirão, nós estamos fazendo o que trabalhamos para tentar conquistar. Só uma equipe ambiciosa é que pode olhar para isso com positividade, e estamos olhando com positividade. Com desgaste, sem dúvida, mas acho que é um orgulho enorme." — Pedro Emanuel, técnico do Vasco

Testes táticos no ataque

Durante a semana, Pedro Emanuel experimentou diferentes arranjos ofensivos. Brenner foi testado tanto na vaga de Colidio quanto na de Bruno Duarte, enquanto Adson também passou por testes para ocupar uma dessas posições. A provável escalação do Vasco para o duelo em Curitiba é: Léo Jardim; Paulo Henrique, Gabriel, Robert Renan e Lucas Piton (ou Cuiabano); Sosa (ou Jair), Thiago Mendes e Lescano (ou Ramon Rique); Andrés Gómez, Bruno Duarte e Colidio (ou Brenner).

Situação na tabela

Os times vivem momentos opostos no Brasileirão. O Athletico-PR vem de três jogos sem vencer e acabou de deixar o G4, caindo para a quinta posição, com 54 pontos. Já o Vasco só venceu uma vez nas últimas quatro rodadas e ocupa o 13º lugar, com 38 pontos — apenas dois pontos acima do Corinthians, time que abre a zona de rebaixamento.

Além da briga direta no Brasileirão, o Vasco ainda disputa a semifinal da Copa do Brasil contra o Palmeiras, com a volta marcada para domingo em São Januário — o que torna a gestão de físico do elenco ainda mais delicada nesta sequência de jogos.

Onde e quando

Athletico-PR e Vasco entram em campo nesta quarta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), na Arena da Baixada, em Curitiba, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O que está em jogo: para o Athletico-PR, a chance de estancar a sequência sem vitórias e tentar retomar posição no G4. Para o Vasco, além dos três pontos que afastariam o time ainda mais da zona de rebaixamento, a oportunidade histórica de vencer pela primeira vez na Arena da Baixada pela Série A — justamente na semana que antecede a decisão contra o Palmeiras pela vaga na final da Copa do Brasil.

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