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Tríplice invencibilidade, gol nos acréscimos e crise se aprofundando: a 6ª rodada da Divisão de Acesso em resumo

Por: Redação FutebolRS 19/08/2026 Notícias
Tríplice invencibilidade, gol nos acréscimos e crise se aprofundando: a 6ª rodada da Divisão de Acesso em resumo
Foto: Deborah Melo | ECPF
Veranópolis e Passo Fundo dividem a liderança com 14 pontos cada após a 6ª rodada da Divisão de Acesso; Esportivo segue invicto em terceiro, Aimoré decide no último lance e Brasil de Pelotas mergulha na crise com a primeira derrota na competição.
Virada cruel na Montanha dos Vinhedos aprofunda a crise do Brasil de Pelotas na Divisão de Acesso | futebolrs.com.br
Pós-jogo · Divisão de Acesso

Virada cruel na Montanha dos Vinhedos aprofunda a crise do Brasil de Pelotas

Xavante abriu o placar em dois minutos, desperdiçou chances de matar o jogo e saiu derrotado por 2 a 1; seis rodadas, seis pontos, fora do G-8

📅 19 de agosto de 2026 🏟️ Montanha dos Vinhedos, Bento Gonçalves ✍️ futebolrs.com.br
Esportivo
2
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Brasil de Pelotas
1

6ª rodada · Gols: Gabriel Ribas e Matheus Rodrigues (E) · Morbeck (B)

A noite na Montanha dos Vinhedos começou como um sonho e terminou como um pesadelo para a torcida rubro-negra de Pelotas. Dois minutos de jogo, gol, festa, sensação de que o martírio havia ficado para trás. Mas o futebol, esse juiz sem misericórdia, cobrou cada chance desperdiçada, cada vacilo de concentração — e entregou ao Esportivo uma virada que vai doer por dias na Baixada.

Pela sexta rodada da Divisão de Acesso 2026, o Brasil de Pelotas perdeu de 2 a 1 para o Esportivo, na quarta-feira (19), e seguiu colado fora da zona de classificação. Com seis pontos em cinco jogos, o Xavante ocupa a décima colocação e ainda pode perder mais duas posições ao longo da rodada. A crise, que estava se formando nos bastidores, ganhou nome e placar.

O primeiro tempo que enganou

O técnico Júlio César Nunes promoveu apenas uma mudança em relação ao time habitual: sem o lateral-direito Gedeílson, liberado para resolver questões particulares, Yuri assumiu a posição. O retorno do titular Otávio, recuperado de desconforto no joelho, era motivo de otimismo.

E o time entrou em campo como se tivesse absorvido cada hora dos sete dias de preparação. Aos dois minutos, uma jogada coletiva de rara qualidade abriu o placar. Venício encontrou Andrey no meio-campo, o camisa 11 lançou Otávio pela esquerda e o lateral, quase na linha de fundo, cruzou. O goleiro Jeferson fez a defesa, mas largou o rebote nos pés de Gabriel Morbeck, artilheiro e símbolo da fome de gol do Xavante — 1 a 0.

A resposta do Esportivo foi imediata, mas inofensiva: Makelele tentou de longe aos seis minutos e a bola saiu acima do travessão. O Xavante continuava com a bola e tinha espaço para crescer ainda mais. Aos 20, Garré deu um passe açucarado para Morbeck nas costas da zaga. Cara a cara com o goleiro, o artilheiro tentou o toque sutil — e Rômulo salvou em cima da linha. Minutos depois, Masson fez a jogada pela direita, cruzou para Andrey livre na pequena área, mas o camisa 11 escorregou e desperdiçou a chance de ampliar.

O futebol raramente perdoa. E ele não perdoou. Aos 30 minutos, em uma cobrança de falta do meio da rua, Felippe Borges arriscou o chute sem muita força ou colocação — mas a bola desviou em Gabriel Ribas no meio do caminho e traiu o goleiro Davi. Gol de desvio, gol de azar, gol que mudou tudo: 1 a 1.

O Esportivo ainda sofria com lesões — Giovanni e o goleiro Jeferson saíram machucados na etapa inicial, gastando as trocas precocemente. Mas Ribas, ao entrar no lugar de Giovanni, estava inspirado: quase virou o jogo ainda no primeiro tempo com um chute de longe que Davi defendeu com categoria.

O segundo tempo que não veio

O Brasil voltou do intervalo como se não tivesse saído do mesmo. A postura defensiva, o baixo ritmo de pressão e a falta de criatividade permitiram ao Esportivo atacar com tranquilidade. Aos quatro minutos, Gabriel Ribas conduziu da direita, serviu Otávio na esquerda — o camisa 11 finalizou duas vezes, e nas duas o Brasil escapou por milagre. Davi fez grande defesa na segunda tentativa.

Nunes tentou reagir aos 16 minutos, sacando Masson e Yuri para as entradas de Silvano e Daniel. Silvano — campeão da Copa FGF com o próprio Brasil de Pelotas — reestreiou com a missão de dar velocidade e criatividade ao ataque. Mas as mudanças não tiveram tempo de respirar.

Aos 18 minutos veio o balde de água fria. No contra-ataque de um escanteio do Xavante, Otávio saiu em velocidade pela direita e inverteu para Matheus Rodrigues. O centroavante do Esportivo puxou para a perna esquerda e tocou no canto do goleiro: 2 a 1, virada consumada.

O Brasil pressionou nos minutos finais. Vanilson entrou para formar uma dupla de centroavantes com Morbeck, e o time passou a apostar na bola aérea. A principal chance veio aos 41 minutos: Streit cruzou na cabeça de Vanilson, que subiu livre — e mandou para fora. O placar não se moveu mais.


"Uma derrota muito doída. A gente estava muito indignado no vestiário, principalmente pela imposição que nós tivemos no início do jogo. Tivemos a qualidade para tocar a bola, criar, envolver o adversário. A gente sente muito quando toma o gol — a equipe mentalmente acaba se frustrando muito." — Júlio César Nunes, técnico do Brasil de Pelotas
"Agora é juntar os cacos, não tem tempo para lamentação — o campeonato é muito rápido. Sábado a gente precisa dessa vitória. Não tem mais margem para erro." — Júlio César Nunes

O alerta está ligado na Baixada

⚠️ Situação do Brasil de Pelotas na Divisão de Acesso: 10ª colocação, com 6 pontos em 5 jogos. Ainda pode perder até duas posições ao longo da rodada. O G-8 — que garante acesso ao Gauchão da Série A1 — está distante.

O Brasil de Pelotas era invicto antes desta rodada. O empate com o xará de Farroupilha havia ficado pendente — jogo adiado pela chuva, sem nova data. A equipe chegou a Bento Gonçalves com sete dias de descanso, invencibilidade e a chance de entrar no G-8. Saiu com a primeira derrota e um nó na garganta.

O padrão que preocupa o técnico Nunes é claro: o Xavante sabe como começar, mas perde ritmo e concentração após tomar um gol. Aconteceu diante do Esportivo — e, se não for corrigido, vai se repetir. A maratona da Divisão de Acesso não espera.

A boa notícia, se é que existe alguma nessa noite, é que o próximo compromisso é em casa, no Bento Freitas. Diante do Aimoré, no sábado (22), o Brasil precisa mais do que uma vitória: precisa de uma resposta.

⚽ Ficha Técnica

Gols

E Gabriel Ribas, aos 30'/1ºT (desvio em cobrança de Felippe Borges)
E Matheus Rodrigues, aos 18'/2ºT
B Morbeck, aos 2'/1ºT


Esportivo

Jeferson (Guilherme Santana, 40'/1ºT); João Marcos, Clebson, Jan Pieter, Rômulo e Felippe Borges; Makelele, Giovanni (Gabriel Ribas, 15'/1ºT), Gean Maciel e Otávio; Matheus Rodrigues.

Técnico: Márcio Ebert

Brasil de Pelotas

Davi; Yuri (Daniel, 16'/2ºT), Lula, Rafael Dumas e Otávio (Streit, 32'/2ºT); Thiago Henrique, Venício (Vanilson, 26'/2ºT), Masson (Silvano, 16'/2ºT), Andrey; Garré e Morbeck.

Técnico: Júlio César Nunes


Arbitragem

Pedro Henrique Martins Schirmer · Assistentes: Luiz Guilherme Lampert da Silva e João Victor de Mattos Mautone Pedroso


Local & Competição

Estádio Montanha dos Vinhedos, Bento Gonçalves · 6ª rodada da Divisão de Acesso 2026 · 19/08/2026

O Brasil de Pelotas volta para casa com a primeira derrota na Divisão de Acesso e um recado do próprio técnico: não tem mais margem para erro. No sábado (22), às 19h, o Bento Freitas vira palco de obrigação. Ganhar do Aimoré é o mínimo para o Xavante não se perder de vez na tabela.

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