Sem gols e sem vencer em casa: Inter busca romper jejuns para sair na frente no Gre-Nal das quartas
Sem gols e sem vencer em casa: Inter busca romper jejuns para sair na frente no Gre-Nal das quartas
Antes do clássico 453, o Colorado tenta apagar da memória a seca de vitórias no Beira-Rio e a dificuldade de balançar as redes, justamente os pontos mais cobrados diante do rival
Há retrospectos que pesam mais do que tabelas, e o Inter carrega um deles às vésperas do primeiro confronto das quartas de final da Copa do Brasil. Nesta quinta-feira, o Beira-Rio recebe o Gre-Nal 453 com um Colorado que precisa, antes de tudo, vencer a própria história recente: a de um time que há semanas patina como mandante e que transforma posse de bola em criação, mas raramente em gol. Contra o Grêmio, adversário que dispensa apresentações, esses dois desconfortos não podem seguir sem resposta.
Um mando de campo que perdeu a força
Desde a virada de agosto, quando bateu o Corinthians pela própria Copa do Brasil, o Inter não voltou a comemorar dentro de casa. Antes disso, a última alegria como anfitrião remontava a maio, um intervalo que expõe uma fragilidade incômoda justamente no momento em que o clube mais precisa do apoio da própria torcida e da vantagem geográfica do confronto. Para Paulo Pezzolano, reverter esse quadro em pleno clássico é tarefa dupla: motivar o grupo e, ao mesmo tempo, conter a ansiedade que rondou o time nas últimas apresentações no estádio.
O gol que não sai
O empate sem gols com o Atlético-MG, no último sábado, ilustrou bem o momento: volume ofensivo razoável, function finalização travada. A escassez de gols não é exatamente uma novidade na temporada, mas se torna mais sensível quando o adversário do outro lado é o Grêmio, um confronto em que erros de pontaria custam caro e vantagens construídas em campo valem tanto quanto o resultado final.
Os jogadores estão dando tudo, 100%, estão dando tudo o que podem. Então agora a responsabilidade é minha, de arrumar e de tirar mais coisas deles. Para quê? Para ganhar o próximo jogo, que para nós é extremamente importante.
Paulo Pezzolano — técnico do Internacional
Poucas mudanças, uma peça a mais
Limitado pelo elenco disponível e pelo calendário apertado, Pezzolano não sinaliza uma escalação radicalmente diferente para o clássico. A base que vem sendo utilizada, com ênfase defensiva e ainda em busca de mais mordida ofensiva, deve ser mantida. A principal novidade é o retorno de Matheus Bahia, que cumpriu suspensão automática após o terceiro cartão amarelo e volta a ficar à disposição para reforçar o lado esquerdo do time.
No banco de reservas, o técnico ganha também uma alternativa extra. Niclas Eliasson, que estreou nos minutos finais contra o Atlético-MG, deve voltar a ser relacionado como opção para dar velocidade e variação criativa nas pontas. Já Sanabria, contratação mais recente do clube, segue em transição física no CT Parque Gigante e não deve começar jogando — sua entrada em campo tende a ser dosada conforme evoluir fisicamente nos próximos treinamentos.
Entre um mando de campo que precisa recuperar o prestígio e um ataque que busca reencontrar a pontaria, o Inter chega ao primeiro capítulo das quartas de final ciente de que não há espaço para repetir os tropeços recentes. Vencer o próprio retrospecto pode ser, afinal, o primeiro passo para vencer o rival.