Herança do Papo: São Paulo bate Bragantino e respira após crise iniciada pelo Juventude
Herança do Papo: São Paulo bate Bragantino e respira após crise iniciada pelo Juventude
O fantasma da eliminação para o Alviverde gaúcho, que derrubou Roger Machado, finalmente dá trégua ao MorumBis com triunfo de Dorival Júnior
O futebol do Rio Grande do Sul tem destas coisas: seus ventos sopram forte o suficiente para desestabilizar gigantes do centro do país. Foi a eliminação traumática para o bravio Juventude, na Copa do Brasil, que implodiu o trabalho de Roger Machado no São Paulo e deu início a um calvário de dez partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro. Mas a agonia que nasceu sob o frio de Caxias do Sul finalmente encontrou seu ponto final na noite deste sábado, no MorumBis.
Sob as rédeas de Dorival Júnior, que carregava nos ombros o fardo de oito desses dez confrontos de jejum nacional, o Tricolor Paulista venceu o Red Bull Bragantino por 2 a 1. Foi uma jornada de superação e ajustes táticos, onde a sombra daquele revés copeiro para o Papo de Tarso começou a ser dissipada sob o calor da torcida paulista.
A arquitetura da reação e a aposta na juventude
Para estancar a sangria que já durava dez rodadas — incluindo os dois tropeços finais da era Roger Machado contra Bahia e Corinthians —, Dorival Júnior precisou de ousadia. O treinador abriu mão do esquema habitual e montou uma trincheira com três zagueiros, escalando Domingos Duarte, Arboleda e Sabino.
Sem Calleri, ainda entregue ao departamento médico devido a uma entorse no tornozelo sofrida diante da Chapecoense, a responsabilidade de comandar o ataque caiu no colo do jovem Gustavo Santana, de apenas 20 anos. O menino não se intimidou com o peso da camisa e foi peça fundamental para o desafogo são-paulino.
Mesmo sem apresentar um futebol exuberante, o São Paulo abriu o placar cedo. Aos 12 minutos, após intervenção do árbitro gaúcho Anderson Daronco no VAR, um pênalti de Pedro Henrique em Luciano foi assinalado. O próprio Luciano cobrou com categoria para inaugurar o marcador. Pouco antes do intervalo, aos 49 minutos, Gustavo Santana aproveitou uma sobra viva na área após escanteio e marcou seu primeiro gol como profissional, coroando a aposta de Dorival.
Pressão final e o apito de Daronco
Na etapa final, o São Paulo tentou controlar as ações com boa movimentação de Marcos Antônio e Artur, mas pecou no momento de definir o duelo. O castigo quase veio nos minutos finais, quando o Bragantino, sob o comando de Vagner Mancini, se lançou ao ataque de forma desordenada. Aos 45 minutos, Fernando diminuiu para os visitantes após boa trama coletiva, gol que passou pela revisão minuciosa da arbitragem de vídeo antes de ser validado.
8.0O jovem centroavante supriu a ausência de Calleri com personalidade e marcou o gol da tranquilidade tricolor.
7.5Comandou o VAR com precisão no lance do pênalti e contornou a pane tecnológica no gol do Bragantino.
Ecos do confronto
"Essa vitória é um divisor de águas. Carregávamos um peso enorme desde aquela eliminação para o Juventude, que mudou nossa rota. Hoje, o grupo provou que sabe sofrer e buscar o resultado." — Dorival Júnior, Técnico do São Paulo
📋 Ficha Técnica — São Paulo 2 × 1 Red Bull Bragantino
São Paulo
- Rafael
- Domingos Duarte
- Arboleda
- Sabino
- Buta (Lucas Ramon)
- Danielzinho (Djhordney)
- Marcos Antônio
- Luciano (Pablo Maia)
- Iago
- Artur (Ferreira)
- Gustavo Santana
RB Bragantino
- Tiago Volpi
- Agustín Sant'Anna
- Pedro Henrique
- Juninho Capixaba
- Eric Ramires (Fabinho)
- Rodriguinho
- Lucas Barbosa (Gustavinho)
- Herrera (Henry Mosquera)
- Isidro Pitta (Yuri Alves)
- Vinicinho (Fernando)