Reviravolta: Para garantir festa da torcida, Recopa Gaúcha deve ser adiada para a parada da Copa do Mundo
Após o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RS) manter a punição de perda de mando de campo ao Brasil de Pelotas — [assunto que detalhamos em nossa reportagem de ontem] — o cenário da Recopa Gaúcha sofreu uma mudança de rota significativa.
Para evitar que a disputa de título contra o Internacional ocorra em um estádio silencioso e sem a presença da torcida Xavante, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) sinalizou que a partida não deve mais acontecer em março. A nova tendência é que o jogo seja realizado durante a parada para a Copa do Mundo de 2026, compreendida entre 1º de junho e 22 de julho.
O fim do plano de estreia da SAF em março
A ideia original era realizar o confronto em março, transformando a Recopa no grande evento de inauguração da era SAF no Bento Freitas, antes mesmo do início da Série D. No entanto, com a decisão do Pleno do TJD-RS — motivada por um ato racista de um torcedor em novembro passado —, a realização do jogo nesta data implicaria em portões fechados.
Para a Federação, organizar uma final de campeonato sem a vibração das arquibancadas não faz sentido esportivo ou comercial. Por isso, o adiamento surge como a alternativa viável para ter público.
Novo problema: O calendário da Série D
Se por um lado a mudança garante a torcida, por outro cria um dilema logístico. A parada da Copa do Mundo interrompe apenas o calendário da Série A (onde joga o Internacional).
O Brasil de Pelotas, no entanto, estará em atividade plena. O período sugerido pela FGF coincide com a última rodada da primeira fase da Série D e, caso o Xavante avance, com até cinco datas decisivas do mata-mata da competição nacional. O clube terá que conciliar o foco no acesso nacional com a disputa da taça estadual contra o Colorado.
A Recopa Gaúcha de 2026 reúne o Brasil, campeão da Copa Ruy Carlos Ostermann (Copa FGF), e o Internacional, atual campeão gaúcho.