Renato Gaúcho assume o Grêmio pela quinta vez e traça meta de cinco vitórias para garantir permanência
Renato Gaúcho assume o comando do Grêmio com foco na permanência na Série A
Ídolo tricolor retorna para sua quinta passagem no clube e estabelece meta de 15 pontos para afastar o fantasma da zona de rebaixamento.
O cenário é de urgência, mas a voz que ecoa pelos corredores da Arena traz a habitual confiança de quem conhece cada centímetro do clube. Renato Gaúcho foi oficializado nesta quinta-feira (17/9) para a sua quinta passagem pelo Grêmio. Em um momento delicado no Campeonato Brasileiro, onde o Tricolor ocupa a 16ª posição com 28 pontos, o treinador evitou o clima de tragédia e focou na matemática necessária para a virada de página.
A matemática do ídolo
Com 11 rodadas restantes no certame nacional, Renato foi pragmático ao traçar o caminho para a permanência na elite. Para o técnico, a marca de 45 pontos não é uma obrigatoriedade absoluta este ano, e o foco está em conquistar cinco vitórias nos jogos que restam.
"O Grêmio tem 11 jogos pela frente. Eu tenho, na minha cabeça, que esse ano não vai precisar de 45 pontos. O Grêmio precisa de cinco vitórias, 15 pontos. Você pega todos os clubes do Campeonato Brasileiro de pontos corridos, todos que tiveram 12 vitórias, nenhum caiu." — Renato Gaúcho, técnico do Grêmio
Pacto com a torcida e proibição de vaias
Um dos pilares da gestão de Renato é a conexão com o torcedor. O treinador fez um apelo direto aos gremistas, enfatizando que o apoio das arquibancadas é o combustível necessário para que os atletas recuperem a confiança em campo. Em um tom firme, ele estabeleceu uma nova regra para a Arena: "A partir de agora é proibido vaiar". Segundo o técnico, o erro faz parte do jogo e a cobrança exacerbada durante os 90 minutos apenas prejudica a performance do elenco.
Esclarecimentos e bastidores
Durante a coletiva, Renato também aproveitou para desmistificar ruídos externos, incluindo especulações sobre sua relação com o atleta Tetê. O treinador explicou que sua decisão de não integrar o jogador ao profissional no passado baseou-se puramente na falta de conhecimento técnico sobre o jovem na época, e não em questões pessoais. Além disso, reforçou a importância da presença de Felipão como uma figura de energia positiva constante no ambiente do clube.