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Polícia Federal acusa Grêmio de contratar segurança clandestina em jogo contra o Coritiba

Por: Redação FutebolRS 27/10/2026 Notícias
Fiscalização da PF em Curitiba constatou que a empresa responsável pela segurança do Tricolor na partida da Série A não tinha autorização para atuar; clube optou pelo silêncio
Grêmio

27 de outubro de 2026 · Curitiba (PR) · Redação

Enquanto a bola ainda rolava na noite paranaense, uma outra fiscalização corria por fora do gramado. Na última segunda-feira (26), durante a partida entre Coritiba e Grêmio, válida pela Série A do Brasileirão, agentes da Polícia Federal flagraram um serviço de segurança patrimonial funcionando sem autorização — contratado, segundo o órgão, pelo próprio clube gaúcho. Nesta terça-feira (27), a PF confirmou o caso em nota oficial, e o Grêmio informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

O que a Polícia Federal constatou

A ação foi conduzida pela Delegacia de Controle de Segurança Privada (DELESP), com apoio da Unidade de Controle e Vistoria (UCV) da Superintendência da PF em Londrina. Durante a fiscalização de rotina em grandes eventos realizada no estádio em Curitiba, os policiais identificaram que a empresa responsável pela segurança patrimonial do time visitante não possuía autorização da Polícia Federal para prestar esse tipo de serviço.

A situação, segundo a corporação, configura infração à Lei nº 14.967/24, o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras, que regula a atuação de empresas e vigilantes no setor. Foi lavrado um auto de constatação de infração no local.

"Durante a fiscalização, policiais da Delegacia de Controle de Segurança Privada (DELESP), com apoio da UCV da DPF Londrina, constataram a prestação de serviço clandestino de segurança patrimonial contratado pelo clube visitante. A atividade era exercida por empresa sem autorização da Polícia Federal para o exercício da segurança privada, em desacordo com a Lei nº 14.967/24."

— Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná

Possíveis consequências

De acordo com a nota divulgada pela PF, tanto a empresa contratada quanto o contratante — no caso, o Grêmio — devem responder a processo administrativo. A apuração pode resultar em multa e em outras sanções previstas no novo Estatuto da Segurança Privada, que endureceu as regras para o setor em todo o país.

"Os responsáveis — empresa e contratante — responderão a processo administrativo, que pode ensejar a aplicação de multa e outras sanções previstas no novo Estatuto."

— Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná

A Polícia Federal também fez um alerta geral ao mercado: a contratação de segurança privada em eventos deve recair somente sobre empresas devidamente autorizadas, com vigilantes habilitados. Segundo o órgão, as fiscalizações em estádios e grandes eventos na capital paranaense vão continuar de forma permanente.

Grêmio prefere não comentar

Procurado pela reportagem de Zero Hora, o Grêmio informou que não vai se manifestar oficialmente sobre o procedimento aberto pela Polícia Federal. O clube não detalhou se pretende recorrer do auto de constatação nem se vai rever o contrato com a empresa de segurança envolvida no episódio.

Detalhe que chama atenção: segundo apuração de Zero Hora, a empresa contratada pelo Grêmio para o jogo em Curitiba também presta serviço a outros clubes de futebol — e, por conta das novas regras impostas pela Polícia Federal, ainda não estaria totalmente adequada ao que passou a ser exigido pelo Estatuto da Segurança Privada.

O episódio se soma a um movimento mais amplo da Polícia Federal de apertar o cerco sobre empresas de segurança que atuam em estádios sem a devida autorização, num momento em que o Estatuto da Segurança Privada, sancionado em 2024, começa a valer com mais rigor sobre clubes, organizadores de eventos e prestadores de serviço. O FutebolRS vai acompanhar os próximos passos do processo administrativo contra o Grêmio e atualiza a matéria caso o clube se manifeste.

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