Em xeque: o futuro de Pezzolano no Inter passa pela Arena Condá
Em xeque: o futuro de Pezzolano no Inter passa pela Arena Condá
Após eliminação na Copa do Brasil e jejum no Brasileiro, técnico uruguaio encara o duelo contra a Chapecoense como sua última cartada pela permanência.
O cenário para o Internacional no Campeonato Brasileiro atingiu um ponto de ebulição. Com a equipe estagnada na 18ª colocação, somando apenas 25 pontos e amargando um jejum de dez partidas sem triunfos na competição, a permanência de Paulo Pezzolano no comando técnico tornou-se uma incógnita que será decidida no próximo sábado (12), em Chapecó.
A pressão sobre o treinador não é fruto do acaso. Além da campanha claudicante no certame nacional — com um aproveitamento de apenas 16,6% nos oito jogos disputados após a Copa —, a recente eliminação para o Grêmio nas quartas de final da Copa do Brasil e o revés para o Santos no Beira-Rio fragmentaram a confiança entre arquibancada e comissão técnica.
A situação é delicada: o Colorado está a três pontos do Mirassol, primeiro time fora da zona de rebaixamento. A busca pela sobrevivência na elite exige uma reação imediata, mas o debate sobre a responsabilidade divide opiniões. Enquanto parte da crítica aponta a escassez de recursos e limitações do elenco como fatores preponderantes para a crise, outros questionam as escolhas táticas do treinador uruguaio, que, segundo analistas, expõe o time em momentos cruciais.
O ambiente no Beira-Rio é de apreensão total. A diretoria, que optou pela manutenção do técnico após a derrota para o Santos, agora aguarda uma resposta clara em campo. A dúvida que paira é se a troca de comando seria a solução necessária para um clube que enfrenta problemas estruturais profundos ou se Pezzolano ainda possui capacidade de ajuste para conduzir o grupo até o final das 12 rodadas restantes.