Carlos Miguel brilha nos pênaltis e Palmeiras sobrevive ao sufoco em Quito: 3 a 2 para a LDU, mas vaga garantida
Palmeiras sobrevive ao sufoco em Quito e avança nos pênaltis
Após sofrer dois gols nos acréscimos e ver a vitória escapar no tempo normal, o Verdão contou com o brilho de Carlos Miguel na marca da cal.
O Palmeiras viveu uma noite de contrastes na altitude de Quito. Se por um lado a estratégia defensiva de Abel Ferreira beirou a autossuficiência, flertando com o perigo extremo, por outro, a mística alviverde e a segurança de Carlos Miguel sob as traves garantiram a sobrevivência na Copa Libertadores. A derrota por 3 a 2 no tempo normal, com dois gols sofridos de forma agonizante nos acréscimos, foi apenas o prelúdio para o triunfo definitivo nas penalidades máximas.
Postura defensiva e sufoco
Com um esquema tático retraído, povoando o meio-campo e abdicando da posse de bola — que chegou a apenas 12% no primeiro tempo —, o Palmeiras tentou conter os efeitos da altitude equatoriana. Embora tenha aberto o placar com Marlon Freitas, o time se viu acuado pela pressão da LDU. Após o empate de Segovia, a partida se transformou em um exercício de resistência.
O fator Vitor Roque
A entrada de Vitor Roque na segunda etapa alterou a dinâmica do confronto. O atacante não apenas segurou a bola no ataque, como converteu o pênalti que, momentaneamente, colocou o Verdão em vantagem. Contudo, a fragilidade defensiva nos minutos finais permitiu que Estrada, em duas cabeçadas certeiras nos acréscimos, forçasse a decisão por pênaltis. Lá, Carlos Miguel assumiu o protagonismo, assegurando a 13ª semifinal da história do clube.