O homem do pênalti virou o herói: Ajul dá a virada ao Sport e afunda o Juventude na crise
O homem do pênalti virou o herói: Ajul dá a virada ao Sport e afunda o Juventude na crise
Na Ilha do Retiro, o Verdão saiu na frente, viu o adversário empatar no último lance do 1T e cedeu o gol decisivo no segundo tempo — segunda derrota seguida e queda para 3º na Série B
O futebol tem uma forma cruel de cobrar as dívidas. Marcelo Ajul cometeu o pênalti que colocou o Juventude na frente, mas foi o mesmo Ajul quem cabeceou o gol que virou o jogo para o Sport. Na tarde deste sábado (19), na Ilha do Retiro, o zagueiro rubro-negro viveu os dois extremos de um jogo só — e o Verdão, que chegou a Recife com a chance de reassumir a liderança da Série B, voltou para o avião com a segunda derrota seguida e a terceira colocação na tabela.
O Juventude abriu o placar com Mandaca, de pênalti, aos 32 do primeiro tempo. Mas Chrystian Barletta empatou no último lance antes do intervalo. E no segundo tempo, com o Verdão ainda tentando se reorganizar, Ajul apareceu no momento certo para completar a virada. Um gol de Fábio Lima ainda foi anulado por impedimento. O resultado mantém o Verdão com 50 pontos, agora em terceiro lugar — atrás de Vila Nova (51) e Novorizontino (50, mas com vantagem no saldo). A crise de resultados se aprofunda em hora ruim.
Primeiro tempo: pênalti, controle e o empate na boca do apito
Maurício Barbieri manteve a linha de quatro na defesa e apostou na velocidade dos pontas para incomodar o Sport em Recife. A estratégia funcionou durante boa parte do primeiro tempo. Aos 32 minutos, Marcelo Ajul derrubou um jogador do Juventude dentro da área — o árbitro Paulo Henrique Schleich Vollkopf não hesitou e apontou para a marca do pênalti. Mandaca foi o encarregado da cobrança e converteu com tranquilidade: 1 a 0 Juventude.
Com a vantagem, o Verdão passou a administrar o resultado e o Sport, ainda que pressionando, encontrava dificuldade para criar jogadas de qualidade. Parecia que o Juventude chegaria ao intervalo com a vantagem intacta. Mas o futebol mudou de humor no último lance. Aos 46 minutos, Willian Oliveira puxou contra-ataque e encontrou Chrystian Barletta em boa posição — o atacante recebeu e finalizou cruzado, sem chance para Jandrei. Empate no final do primeiro tempo, e o Sport saiu para o vestiário com moral renovado.
Segundo tempo: a virada do homem do pênalti e o gol anulado
A segunda etapa começou com o Juventude tentando retomar o controle, mas o Sport estava mais confiante após o empate e foi dominando as ações. Barbieri promoveu substituições para tentar mudar o cenário: Wadson entrou na vaga de Aderlan, Lucas Alves por Mandaca, Raí Silva por Gabriel Pires e Alan Kardec por Safira. O problema era que o jogo havia mudado de lado.
Aos 41 minutos do segundo tempo, Augusto Pucci recebeu pela direita e cruzou na medida. No meio da área, Marcelo Ajul — o mesmo que havia cometido o pênalti no primeiro tempo — apareceu livre de marcação e completou para as redes. O Sport virava, a Ilha do Retiro explodia e o Juventude amargurava mais uma derrota longe de Caxias do Sul.
A esperança de um empate chegou quando Fábio Lima balançou as redes, mas a bandeirinha levantou o braço — impedimento. O gol foi anulado, restando ao Verdão sair de Recife de mãos abanando.
Destaques individuais
Marcelo Ajul foi o personagem da partida pelo Sport. O zagueiro cometeu o pênalti no primeiro tempo que colocou o Juventude na frente, mas se redimiu completamente ao marcar o gol da virada no segundo tempo — uma cabeçada no momento mais importante do jogo. Poucos jogadores conseguem ser vilão e herói no mesmo domingo.
Mandaca foi o ponto positivo do Juventude. Além do gol de pênalti convertido com segurança, o meio-campista foi um dos mais ativos do Verdão antes de ser substituído. Chrystian Barletta foi decisivo pelo Sport: o empate no último lance do primeiro tempo mudou completamente o rumo da partida e deu ao rubro-negro pernambucano a confiança para buscar a virada.
Willian Oliveira foi o motor do Sport no meio-campo, acionando Barletta no gol do empate e participando da construção das jogadas ofensivas. Já pelo Juventude, Fábio Lima teve mais uma noite frustrada — marcou um gol, mas viu a bandeira subir.