Juventude recebe o Náutico no Jaconi podendo encostar no G-2 da Série B - FutebolRS
Carregando...

Juventude recebe o Náutico no Jaconi podendo encostar no G-2 da Série B

Por: Redação FutebolRS 26/10/2026 Notícias
Verdão entra em campo nesta segunda-feira sem depender de ninguém: uma vitória simples devolve o time ao G-2 e garante, na prática, o acesso à elite do futebol brasileiro.
Série B · Pré-jogo
📅 26 de outubro de 2026 📍 Estádio Alfredo Jaconi, Caxias do Sul ✍️ Redação

Tem noite em que o calendário pesa mais do que o adversário. O Juventude chega para encarar o Náutico nesta segunda-feira (26), às 20h30min, no Alfredo Jaconi, carregando uma mistura de indignação e urgência: indignação pelas decisões de arbitragem que, segundo o próprio elenco, custaram pontos nas últimas rodadas; urgência porque restam só quatro jogos para fechar a Série B e o Verdão quer, de uma vez, selar o acesso e brigar lá na frente. Uma vitória simples sobre os pernambucanos devolve o time ao G-2, atrás apenas do novo líder Novorizontino no saldo de gols, e garante matematicamente uma vaga pelo menos dentro do G-6.

Uma rodada de guilhotina e também de alívio

A 35ª rodada da Série B está mostrando as duas caras do campeonato de pontos corridos. No sábado (24), o Vila Nova perdeu a ponta da tabela ao sofrer a virada para o São Bernardo, em São Paulo. Do outro lado da moeda, o Novorizontino aproveitou o tropeço goiano, bateu o Atlético-GO fora de casa e assumiu a liderança isolada. É nesse cenário de embaralhamento lá em cima que o Juventude entra em campo sabendo que não alcança a ponta nesta rodada, mas que pode, com uma vitória, igualar o líder em pontos.

O discurso dentro do vestiário caxiense é de blindagem mental. O centroavante Alisson Safira resumiu o momento do grupo ao falar sobre os protestos recentes contra arbitragens consideradas equivocadas.

"Temos que focar no que a gente controla, a gente não controla o árbitro, controlamos a nossa decisão. Então, temos que ter cabeça fria. É revoltante, né? Porque se não tivessem tantos erros assim, poderíamos estar num patamar já bem diferente, em uma situação muito mais confortável. Mas a gente vem focando no que podemos controlar. Esquecer a arbitragem e jogar futebol." — Alisson Safira, centroavante do Juventude

Jaconi como arma: o melhor mandante fora de São Paulo

Se o Verdão depende só de si para voltar ao G-2, parte considerável dessa confiança vem do retrospecto como mandante. O desempenho do Juventude em casa nesta Série B é o segundo melhor entre os 20 clubes da competição: 35 pontos conquistados em 17 partidas disputadas no Alfredo Jaconi. Um aproveitamento que transforma o estádio caxiense em fator decisivo na reta final da temporada, e que Safira trata como peça central da estratégia para os quatro jogos que restam.

"Vai ser o diferencial que a gente sempre teve. Contamos com o apoio de todos os torcedores pra lotar o Jaconi, nosso décimo terceiro jogador, pra empurrar o time, pra ajudar como tem feito. Eu acho que esse vai ser o grande diferencial. E depois, fora é o que a gente faz: pelear, lutar, nunca desistir, e eu tenho certeza que no final vai dar certo." — Alisson Safira

O retrospecto favorável diante do Timbu

A história recente também está do lado alviverde. O Náutico nunca venceu o Juventude em jogos oficiais disputados no Alfredo Jaconi. Foram apenas quatro confrontos no estádio caxiense, com duas vitórias do Ju — 1 a 0 pela Série B de 2020 e 2 a 1 pela Série C de 2019 — e dois empates, por 0 a 0 na Série B de 2017 e 1 a 1 pelo Brasileirão de 2007.

Juventude

Briga pelo acesso

Mira o G-2 e quer selar matematicamente o retorno à Série A antes do fim da competição.

Náutico

Fuga do Z4

Precisa pontuar fora de casa para afastar qualquer risco de rebaixamento na reta final.


Sem tempo para pensar em tabela, só em pontos

Do outro lado, o Náutico chega ao Jaconi em situação diametralmente oposta à do anfitrião. Enquanto o Verdão sonha com as primeiras colocações, os pernambucanos precisam somar pontos para se afastar da zona de rebaixamento da Série B. É o tipo de confronto que, na visão de Safira, não deixa margem para relaxamento, independentemente de onde cada time esteja na tabela.

"Daqui para frente todo jogo é uma final. Não importa se o adversário está no Z4, se é o líder, se está no meio da tabela." — Alisson Safira
A "mala branca" não entra em campo: é comum, em rodadas decisivas de campeonatos nacionais, que times fora da briga recebam motivação extra de clubes concorrentes pelo acesso — a chamada "mala branca". O discurso do elenco do Juventude é de que isso não deve interferir em nada no duelo contra o Náutico.
"Nenhuma motivação pode ser maior que a nossa, em nenhum momento. A mala branca, pode vir o dinheiro que for para o adversário, não pode ser mais que a nossa motivação, e não vai. Porque esse grupo aqui tem nas mãos uma oportunidade de colocar o nome na história do Juventude. Quem é campeão sabe como é você ser campeão, você entrar na história de um clube, porque acesso tantos outros já tiveram, mas você ser campeão é diferente." — Alisson Safira

O que está em jogo

Com quatro rodadas pela frente, o Juventude trata o duelo com o Náutico como o primeiro de uma sequência de decisões. Uma vitória nesta segunda-feira recoloca o time no G-2 da Série B, atrás apenas do Novorizontino no saldo de gols, e garante matematicamente a permanência do clube pelo menos entre os seis primeiros colocados ao final da competição — um resultado que, segundo o discurso do elenco, vale mais do que qualquer cálculo de tabela: vale a diferença entre o acesso e o título de campeão da Série B.

Compartilhe:

Notícias Relacionadas