Juventude luta, mas cede virada ao Botafogo e permanece no Z-4 do Brasileirão

A noite que prometia ser de alívio e comemoração no Alfredo Jaconi se transformou em frustração para o Juventude. A equipe, que vinha embalada e invicta sob o comando de Thiago Carpini, não conseguiu segurar a vantagem e foi superada pelo Botafogo por 3 a 1. A derrota na 21ª rodada do Brasileirão freou a ascensão do time gaúcho na tabela e o manteve na incômoda 18ª posição, um ponto atrás do primeiro time fora do Z-4.
O duelo marcou um reencontro com o amargo sabor da derrota para o Papo, que viu sua sequência de bons resultados ser interrompida. Por outro lado, o Botafogo quebrou um jejum de 29 anos sem vencer o Juventude em Caxias do Sul.
Primeiro Tempo de Equilíbrio e Emoções
O Juventude entrou em campo com a garra habitual sob o comando de Carpini, buscando a pressão alta e a posse de bola. A estreia do zagueiro Luan Freitas deu solidez à defesa, enquanto o meio-campo com Caíque, Jadson e Mandaca ditava o ritmo. As primeiras chances foram do Papo, com Mandaca e Wilker levando perigo. O Botafogo, que poupou alguns titulares, equilibrou o jogo e respondeu com arremates de Jeffinho e Arthur Cabral.
O gol do Juventude veio de uma jogada bem construída, que se tornou um ponto forte da equipe. Aos 29 minutos, Nenê fez o passe preciso para Batalla, que cabeceou no fundo da rede, abrindo o placar para delírio da torcida jaconera. No entanto, a alegria durou pouco. Em lance polêmico, o VAR assinalou pênalti de Wilker em Arthur Cabral. Alex Telles, da base do Juventude, converteu a cobrança e empatou a partida, deixando tudo igual antes do intervalo.
Virada Dolorosa na Reta Final
O segundo tempo começou com o Juventude novamente em busca da vantagem, com as entradas de Veron e Marcelo Hermes. O time gaúcho controlou a posse de bola e criou as melhores oportunidades, forçando o goleiro Neto a fazer defesas importantes. O travessão impediu que o estreante Rafael Bilu marcasse o segundo gol, em um lance que a torcida já gritava "gol". A superioridade do Juventude era visível, e o empate parecia injusto.
No entanto, o futebol mostrou sua face cruel. Aos 38 minutos, o estreante espanhol Chris Ramos, que havia entrado no segundo tempo, recebeu na entrada da área e chutou rasteiro para virar o jogo para o Botafogo. Em desvantagem, o Juventude se lançou ao ataque em busca do empate, mas em um contra-ataque aos 46, Chris Ramos, novamente, fechou o placar. Para coroar a noite de azar, o VAR anulou um pênalti para o Juventude nos acréscimos, por impedimento no início da jogada.
Próximos Confrontos
O Juventude terá pouco tempo para se lamentar. A equipe enfrenta o Ceará no próximo sábado (30), às 16h, em Fortaleza. O Botafogo, por sua vez, se prepara para o clássico contra o Vasco na quarta-feira pela Copa do Brasil, antes de encarar o Bragantino no próximo domingo, pelo Brasileirão.
Escalações
- JUVENTUDE: Jandrei; Reginaldo, Wilker, Luan Freitas e Alan Ruschel (Marcelo Hermes); Caíque (Giraldo), Jadson, Mandaca (Babi) e Nenê (Veron); Batalla (Rafael Bilu) e Taliari. Técnico: Thiago Carpini.
- BOTAFOGO: Neto; Vitinho, David Ricardo, Alexander Barboza e Alex Telles (Marçal); Newton (Danilo), Marlon Freitas, Jeffinho (Matheus Martins); Joaquín Correa (Cris Ramos), Montoro (Santiago Rodriguez) e Arthur Cabral. Técnico: Davide Ancelotti.
Arbitragem
- Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza-SP
- Assistentes: Neuza Ines Back-SP e Luiz Alberto Andrini Nogueira-SP
- VAR: Ilbert Estevam da Silva-SP