Inter formaliza acordo de R$ 20 milhões para sanar dívidas com quatro ex-atletas
O Internacional deu um passo significativo no saneamento de suas finanças ao concluir, nesta semana, uma série de acordos judiciais que se arrastavam há anos. O clube formalizou o compromisso de pagamento de R$ 20,5 milhões para encerrar litígios trabalhistas com quatro ex-jogadores que passaram pelo Beira-Rio na última década.
A ação, conduzida pelo departamento jurídico colorado, visa estancar o crescimento de juros e desbloquear o fluxo de caixa da instituição, optando pelo parcelamento das dívidas a longo prazo. Os débitos têm origens diversas, incluindo verbas rescisórias não pagas, direitos de imagem atrasados, luvas e salários pendentes.
Herança de gestões anteriores
O montante renegociado refere-se a pendências acumuladas durante as administrações dos ex-presidentes Giovanni Luigi, Vitório Piffero e Marcelo Medeiros, compreendendo o período entre 2013 e 2020. A estratégia atual foca em limpar o nome da instituição nos tribunais desportivos e trabalhistas.
Os atletas envolvidos
Entre os nomes que compõem o acordo, o destaque é o atacante argentino Ignacio Scocco. Contratado com status de estrela em 2013, o jogador permaneceu apenas um semestre em Porto Alegre antes de ser negociado com o Sunderland, da Inglaterra. Desde então, cobrava valores referentes à sua rescisão.
Outro caso solucionado é o do colombiano Santiago Tréllez. Com uma passagem discreta em 2019, onde atuou em 13 partidas sem marcar gols, o atacante acionou o clube por atrasos nos pagamentos acordados em contrato.
A lista de credores fecha com o atacante Wellington Silva, que defendeu o Inter entre 2018 e 2020, e o meio-campista Mossoró. Este último, cria da base colorada e atualmente no Inter-SM, teve apenas duas atuações no time principal em 2017, mas também buscou seus direitos na Justiça.
Embora os valores individuais não tenham sido divulgados por cláusulas de confidencialidade, a diretoria confirma que o total da operação atinge a cifra de R$ 20,5 milhões. O clube segue monitorando outras ações em trâmite, tratando-as como situações corriqueiras do passivo do futebol brasileiro.