Sem Alan Patrick por 45 minutos: Inter trava no Beira-Rio e larga sem vantagem para o Gre-Nal decisivo
Sem Alan Patrick por 45 minutos: Inter trava no Beira-Rio e larga sem vantagem para o Gre-Nal decisivo
Pezzolano surpreendeu na escalação, poupando peças de criação, e viu o time colorado esbarrar na falta de ideias em um clássico mais disputado na base do corpo do que na qualidade da bola
O Beira-Rio recebeu mais um capítulo da rivalidade gaúcha sem entregar, no gramado, o espetáculo que a data prometia. Pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, o Internacional optou por uma escalação que pegou torcida e adversário de surpresa: Paulo Pezzolano deixou Alan Patrick e Bruno Henrique no banco de reservas para o pontapé inicial, apostando em Paulinho e no próprio Bruno Henrique — trocados de função dentro do time — para começar a partida. O resultado em campo, no entanto, repetiu um roteiro que já se tornou familiar aos torcedores colorados nas últimas semanas: pouca fluidez, disputas físicas em profusão e escassez de finalizações perigosas.
Um clássico de poucas emoções
Mais marcado pela disputa de espaços do que pela troca de passes, o primeiro capítulo das quartas de final não ofereceu praticamente nenhuma chance clara de gol às duas equipes. O Inter, sem a criatividade costumeira de Alan Patrick entre os titulares, teve dificuldade para furar a marcação grenal e criar situações de perigo próximas à área adversária. A movimentação de Paulinho ajudou a dar dinâmica ao meio-campo, mas não foi suficiente para transformar posse em produção ofensiva.
Nota a nota: como jogou o Inter
Matheus Cunha (Nota 5): em sua estreia em jogos desta rivalidade, teve apenas uma exigência real, em finalização de Krovinovic, e respondeu bem.
Bruno Gomes (Nota 6): confirmou a regularidade que vem entregando peça após peça, sendo o jogador mais seguro do time na saída de bola.
Maripán (Nota 6): também estreante no clássico, entregou uma atuação sólida, sem sustos na zaga.
Mercado (Nota 7): o melhor em campo pelo lado colorado, venceu todas as disputas contra Carlos Vinícius e comandou o sistema defensivo com autoridade.
Matheus Bahia (Nota 5): cumpriu com seriedade sua função lateral, sem comprometer, mas também sem se destacar ofensivamente.
Villagra (Nota 5): teve tranquilidade para jogar, mas passou longe de brilhar ou de acender o meio-campo.
Paulinho (Nota 5): uma das apostas de Pezzolano, emprestou movimentação a um setor carente de opções, entregando o que tinha para dar.
Vitinho (Nota 5): de volta ao ataque titular, cresceu de rendimento na etapa complementar, mostrando mais iniciativa conforme o jogo avançava.
Calebe (Nota 4): foi a grande novidade da escalação e carregou o desafio de ocupar o espaço do capitão Alan Patrick — mas não correspondeu, sendo discreto durante os minutos em que atuou.
Bernabei (Nota 4): marcado de perto e sem espaços para se lançar, teve uma das partidas mais apagadas da noite.
Carbonero (Nota 5): foi quem mais incomodou a defesa adversária, mas não converteu essa insistência em números concretos de perigo.
Bruno Henrique (Nota 5): entrou no intervalo e ajudou a dar mais volume ao meio-campo, contribuindo para uma leve melhora coletiva do time.
Alan Patrick (Nota 5): mesmo começando no banco e disputando poucos minutos, seguiu sendo indispensável — sem ele, ficou nítido o quanto o Inter carece de criação no estágio atual da equipe.
Sanabria (Nota 5): a mais recente contratação mostrou disposição e, logo que pisou em campo, quase balançou as redes de cabeça, embora sem grande perigo.
Sem ele, o time carece de criação.
Avaliação sobre a ausência de Alan Patrick entre os titulares
A aposta de Pezzolano
Paulo Pezzolano (Nota 5): surpreendeu ao abrir mão de Alan Patrick e Bruno Henrique na escalação inicial, uma decisão que gerou debate e que, aos olhos do resultado em campo, não trouxe o efeito esperado sobre a criação de jogadas.
⚽ Ficha Técnica
| Data | Quarta-feira, 26 de agosto de 2026 |
| Local | Estádio Beira-Rio — Porto Alegre, RS |
| Competição | Copa do Brasil — Quartas de final, jogo de ida |
| Gols | Não houve |
Com o placar zerado no Beira-Rio, a decisão de vaga nas semifinais da Copa do Brasil ficou inteiramente em aberto para a Arena, na próxima quinta-feira. Antes disso, porém, o calendário não dá trégua: o Inter viaja a Salvador para enfrentar o Bahia neste domingo, pelo Brasileirão, em mais um teste de fôlego para um elenco que tenta equilibrar as duas frentes de competição.