Inter corre contra o tempo para recuperar Alan Patrick e Thiago Maia antes do duelo decisivo com o Coritiba
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O relógio não para, e no Inter ele corre contra dois jogadores que o clube não pode perder. Alan Patrick e Thiago Maia saíram do campo do Maracanã com dores musculares na derrota para o Fluminense e, desde a quinta-feira, travam uma corrida particular contra o tempo: a de chegar em condições de jogo até terça-feira, quando o Colorado recebe o Coritiba no Beira-Rio em mais uma rodada que vale como final para quem briga contra a queda.
Tratamento começou ainda na quinta, mas prazo é curto
Os dois meias sentiram os problemas musculares durante a partida no Rio de Janeiro e, ao desembarcarem em Porto Alegre, já entraram direto para as mãos do departamento médico do Inter. O trabalho é intensivo, incluindo cuidados em casa, numa tentativa de acelerar a recuperação a tempo da partida de terça-feira, pela 34ª rodada do Brasileirão.
As lesões não são classificadas como graves, mas o tipo de problema exige cautela redobrada — justamente o que o calendário não oferece. Entre a quinta-feira do diagnóstico e a terça-feira do jogo, o espaço para reverter o quadro é pequeno, e dentro do próprio clube a expectativa já é de que nenhum dos dois reúna condições plenas de atuar.
Baptista já modela o time sem a dupla
Mesmo sem uma confirmação oficial de desfalque, o técnico já trabalha nos bastidores com as peças que tem à disposição. A ideia é não ser surpreendido caso Alan Patrick e Thiago Maia realmente não evoluam o suficiente até a noite de terça-feira.
A vaga de Alan Patrick: Bernabei na frente na fila
Para substituir o camisa 10, o nome mais cotado é Bernabei. A ideia é deslocar o lateral para uma função mais ofensiva, aberto pelo lado esquerdo do ataque, com Vitinho ocupando a ponta oposta e Alerrandro como referência central. Não seria a primeira vez que o Inter usaria essa fórmula: no primeiro turno do Brasileirão, fora de casa, o time já tinha escalado Vitinho e Bernabei junto ao ataque em vitórias sobre Corinthians e Santos, justamente em jogos sem Alan Patrick em campo.
Diante do Santos, a equipe saiu na frente, sofreu o empate e buscou a virada nos acréscimos, com gol de Carbonero. Contra o Corinthians, foi o próprio Bernabei quem balançou a rede, já com Alerrandro em campo. Na ocasião, o Inter chegou a jogar melhor sem o capitão em determinados trechos da competição — um contraponto que agora pode voltar a ser testado.
Além de Bernabei, também aparecem como alternativas Calebe, meia de ofício mas com pouquíssimos minutos na temporada, João Victor, que já foi opção de Baptista nos jogos mais recentes, e Carbonero, que perdeu espaço e não entrou nas últimas duas partidas. Todos têm até segunda-feira para convencer o treinador em treino.
Disputa pelo setor de Thiago Maia
No meio-campo, a ausência de Thiago Maia abre disputa entre Paulinho, Bruno Henrique e Ronaldo. Paulinho larga na frente, principalmente pela intensidade que pode oferecer na marcação e no combate pela bola, características que Baptista valoriza desde que assumiu o time.
Se Alan Patrick não jogar
- Favorito Bernabei (deslocado ao ataque)
- Opção João Victor
- Opção Carbonero
- Opção Calebe
Se Thiago Maia não jogar
- Favorito Paulinho
- Opção Bruno Henrique
- Opção Ronaldo
O tamanho da perda: o que Alan Patrick representa sob Baptista
A possível ausência pesa porque Alan Patrick é hoje o jogador mais decisivo do elenco colorado. Desde a chegada de Eduardo Baptista, o capitão recuperou protagonismo: marcou contra Corinthians e Fluminense e participou de jogadas decisivas nos duelos com Botafogo e Grêmio. O reverso da moeda é a sobrecarga — o mesmo desgaste que o fez deixar duas partidas antes do fim por problemas musculares nas últimas semanas.
Baptista também devolveu rendimento a outros nomes que não emplacaram no time anterior, como Juninho e Braian Aguirre, e reforçou a presença de um centroavante de referência na equipe. Mas o efeito mais citado da sua chegada foi outro: o retorno do fator casa. Sob o técnico anterior, o Inter venceu apenas 3 dos 14 jogos como mandante no Brasileirão, com 4 empates e 6 derrotas, período em que chegou a ser o pior time da competição jogando em seus domínios. Com Baptista, foram duas partidas em casa e duas vitórias — 100% de aproveitamento até aqui.
Beira-Rio como trincheira contra o Z-4
É justamente esse retrospecto recente que o Inter tenta repetir contra o Coritiba. O clube já projeta um Beira-Rio lotado, com expectativa de público superior a 30 mil torcedores, consciente de que o fator local pode ser decisivo para escapar da zona de rebaixamento, à qual o time voltou após a derrota para o Fluminense. O aproveitamento como mandante desde a troca de comando é o principal argumento de quem acredita que a equipe ainda pode reverter a situação na reta final da competição.
Com o tratamento de Alan Patrick e Thiago Maia avançando contra o relógio, o Inter deve confirmar a escalação apenas nos últimos treinos antes de terça-feira. Seja com a dupla em campo ou com as alternativas já ensaiadas por Eduardo Baptista, o Beira-Rio cheio terá a missão de embalar o time que, fora da zona de rebaixamento ou dentro dela, sabe que não pode mais perder pontos em casa.