A dança das cadeiras no Beira-Rio: a marca de dez técnicos na era Barcellos
A dança das cadeiras no Beira-Rio: a marca de dez técnicos na era Barcellos
A saída de Paulo Pezzolano encerra um ciclo de instabilidade que se tornou rotina nos últimos seis anos no Internacional.
O Internacional amanhece esta segunda-feira em meio a um turbilhão de incertezas. A derrota para o São Paulo, no último sábado, não apenas complicou as ambições coloradas no Campeonato Brasileiro, mas também selou o destino de Paulo Pezzolano. Com a sua saída, a gestão do presidente Alessandro Barcellos alcança a marca emblemática de dez treinadores em seis anos de mandato, um número que expõe a dificuldade da atual diretoria em consolidar um projeto de longo prazo.
O balanço da rodada do fim de semana foi amargo para o torcedor colorado. Enquanto o clube busca desesperadamente um novo nome para comandar a equipe nas dez rodadas finais da competição nacional, a pergunta que ecoa nos corredores do Beira-Rio é sobre o futuro. A média de quase dois treinadores por temporada, sem que nenhum tenha iniciado e encerrado um ciclo completo desde 2021, reflete uma instabilidade que tem custado caro ao desempenho esportivo.
Um retrospecto de altos e baixos
Ao analisar o histórico recente, o contraste de aproveitamentos é evidente. Enquanto Mano Menezes detém o posto de treinador com maior longevidade e aproveitamento (61% em 85 jogos), outros nomes passaram longe de deixar saudades. A passagem da dupla Ramón e Emiliano Díaz, com apenas 35,9% de aproveitamento, é frequentemente citada como um dos pontos mais baixos desse período de seis anos.