Estreias em série: Gre-Nal 453 apresenta nova safra colorada ao clássico mais quente do país
Estreias em série: Gre-Nal 453 apresenta nova safra colorada ao clássico mais quente do país
Maripán, Matheus Cunha e Matheus Bahia vivem a primeira experiência em campo no duelo com o Grêmio, enquanto Sanabria, Eliasson e Calebe esperam a vez no banco de reservas
Há clássicos que se repetem no calendário como se fossem sempre os mesmos, e há aqueles que, apesar da familiaridade do número — o 453 já impresso nas estatísticas —, trazem consigo um frescor de estreia. É este o caso do duelo desta quinta-feira no Beira-Rio, quando o Internacional entra em campo contra o Grêmio pelas quartas de final da Copa do Brasil com um time que, para alguns de seus protagonistas, verá o Gre-Nal pela primeira vez na carreira.
Um batismo de fogo para os recém-chegados
Entre os prováveis titulares colorados, três nomes vivem a mesma sensação: a das borboletas no estômago de quem nunca sentiu, na pele, o que é vestir a camisa vermelha diante do rival histórico. O zagueiro chileno Maripán, que desembarcou durante a última janela de transferências e conquistou espaço com rapidez impressionante no time principal, terá sua estreia particular no clássico mais tradicional do futebol gaúcho. Ao seu lado, o goleiro Matheus Cunha, que assumiu a titularidade mesmo em meio a questionamentos e falhas ao longo da temporada, também disputará pela primeira vez um Gre-Nal com a braçadeira da responsabilidade nas mãos — literalmente.
A lista de estreantes, porém, não se encerra no time titular. No banco de reservas colorado, a novidade se multiplica: o meia Calebe e os atacantes Tony Sanabria e Niclas Eliasson também nunca disputaram um clássico Gre-Nal. Os dois últimos, reforços recentes que ainda buscam entrosamento e ritmo de jogo, treinam há poucos dias no CT Parque Gigante e despontam como cartas na manga para o segundo tempo, especialmente diante da carência ofensiva que tem incomodado o Inter nas rodadas recentes.
Cautela como marca registrada
Apesar do arsenal ampliado, com peças novas para um setor ofensivo que patina há semanas, a expectativa em torno do comando de Pezzolano não é de rupturas. O técnico uruguaio deve manter a estrutura cautelosa que vem sendo o traço mais evidente de sua equipe nos últimos compromissos, priorizando solidez defensiva em detrimento de arroubos ofensivos precoces.
A provável escalação para o duelo de ida das quartas de final deve trazer apenas uma alteração em relação ao time que ficou no empate sem gols com o Atlético-MG, no último sábado, também no Beira-Rio: o retorno de Matheus Bahia à lateral esquerda, posição que ele deixou vaga por conta de suspensão naquela partida.
A ideia é manter o equilíbrio que temos buscado, mas sem abrir mão de usar as novas peças no momento certo do jogo.
Comissão técnica do Internacional — sobre o planejamento para o clássico
Sanabria e Eliasson: opções para depois do intervalo
A prudência de Pezzolano deve reservar a Sanabria e Eliasson um papel de coadjuvantes iniciais, com a possibilidade de entrarem em campo apenas na etapa complementar. Recém-chegados e ainda sem o condicionamento ideal para noventa minutos de clássico, os dois atacantes terão de exercitar a paciência no banco, na expectativa de contribuir justamente em uma partida que pode direcionar boa parte do destino do Inter nesta temporada, tanto na Copa do Brasil quanto no ambiente emocional que cerca o clube.
Entre a experiência que falta a alguns e a urgência que sobra ao momento da equipe, o Beira-Rio se prepara para receber um Gre-Nal que, mesmo repetindo o roteiro de rivalidade centenária, promete escrever capítulos inéditos na trajetória de jogadores que ainda não sabem exatamente o peso de entrar em campo por este clássico.