O efeito Villagra: a dependência colorada que preocupa na reta final de 2026
O efeito Villagra: a dependência colorada que preocupa na reta final de 2026
Números revelam que o Internacional ainda não conseguiu conquistar uma vitória sequer na temporada quando o volante argentino não está em campo.
O Internacional atravessa um momento de reflexão sobre a importância de peças fundamentais em seu esquema tático. A ausência de Rodrigo Villagra, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, não é apenas um desfalque técnico para o técnico Paulo Pezzolano; trata-se de um dado estatístico que acende um alerta vermelho no Beira-Rio.
Um amuleto ou uma necessidade?
Desde que desembarcou em Porto Alegre, o volante argentino tornou-se uma engrenagem vital. Os números não mentem: em 2026, o Colorado não obteve um único triunfo quando Villagra esteve fora das quatro linhas. O recorte é ainda mais cruel no Brasileirão, única competição que resta ao clube: todas as seis vitórias conquistadas pela equipe no torneio nacional tiveram a participação direta do jogador.
Com 30 partidas disputadas na temporada — divididas entre Brasileirão, Gauchão e Copa do Brasil —, Villagra consolidou-se como peça incontestável. Sua regularidade é tamanha que a busca por um substituto à altura tornou-se um desafio constante para a comissão técnica.
Compromisso financeiro
Além do impacto técnico, a figura de Villagra carrega um peso financeiro relevante. O clube investiu 400 mil euros pelo empréstimo junto ao CSKA, com uma cláusula de obrigação de compra fixada em 4,6 milhões de euros, caso o atleta atinja a marca de 60% das partidas disputadas no ano. O cenário atual, portanto, coloca o volante como uma peça central tanto dentro quanto fora de campo, em um momento em que o clube busca estabilidade após enfrentar desafios como o recente transfer ban da Fifa.