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Derrota para o Mirassol reduz a sete rodadas o prazo do Inter para escapar da Série B

Por: Redação FutebolRS 17/10/2026 Notícias
Com apenas 32 pontos em 31 rodadas, o Colorado tem a pior campanha de sua história nesta etapa do Brasileirão — pior até do que os grupos que foram rebaixados em 2016 ou que quase caíram em 2025.
Especial · Internacional

17 de outubro de 2026 · Porto Alegre · Redação

O relógio não perdoa quem se atrasa, e o Inter chega a outubro correndo contra o próprio tempo. No Maião, em Mirassol, o time colorado foi derrotado por 2 a 0 na noite de sexta-feira, 16 de outubro, em partida da 31ª rodada do Brasileirão. Os gols de Eduardo, aos 3 minutos do segundo tempo, e André Luis, aos 42, seguiram a expulsão precoce do goleiro Matheus Cunha, ainda aos 14 minutos do primeiro tempo. Com o resultado, restam apenas sete rodadas para o Inter evitar o que os números já sugerem com insistência: a queda para a Série B.

Mais do que uma derrota isolada, o jogo no interior paulista serviu como retrato de uma temporada inteira. O Inter soma 32 pontos em 31 rodadas, com sete vitórias, 11 empates e 13 derrotas, 33 gols marcados e 40 sofridos — aproveitamento que não chega a 35%. É a pior marca do clube nesta altura do Campeonato Brasileiro em toda a sua história recente de lutas contra o rebaixamento.

Um comparativo que assusta

Para entender o tamanho do problema, basta olhar para o espelho do passado. Em 2016, ano em que o Inter foi efetivamente rebaixado, o time somava 36 pontos na 31ª rodada e ocupava a 16ª colocação. Em 2025, quando escapou da degola por pouco, tinha a mesma pontuação — 36 — e aparecia em 15º lugar. Hoje, com 32 pontos e na 17ª posição, dentro do Z4, o Inter está estatisticamente pior do que nos dois piores momentos recentes de sua história no torneio.

2016

36 pts
16º lugar

2025

36 pts
15º lugar

2026

32 pts
17º lugar

Pontuação e posição na 31ª rodada do Brasileirão em cada temporada

O número que resume a crise: 32 pontos em 31 jogos. Nem no ano do rebaixamento, em 2016, nem na temporada passada — quando o clube também sofreu até as últimas rodadas — o Inter esteve tão mal colocado nesta etapa da competição.

Um time marcado pela história — pelos motivos errados

É difícil cravar, de forma definitiva, se este é o pior elenco da história do Inter. A resposta carrega subjetividade, mas os números da campanha atual empurram fortemente para esse lado. Independentemente do que vier a acontecer nas sete rodadas finais, este grupo de jogadores, comandado por Eduardo Baptista, já garantiu um lugar na memória do clube — e não pelo lado bom.

A derrota em Mirassol teve ainda um agravante tático: a expulsão do goleiro Matheus Cunha, ainda no primeiro tempo, obrigou o Inter a jogar a maior parte do jogo com um defensor a menos. O Mirassol, que lutava diretamente contra o rebaixamento, aproveitou a vantagem numérica no segundo tempo para abrir o placar e ampliar, subindo para a 14ª posição, com 36 pontos — justamente a marca que o Inter tinha nos dois piores anos recentes de sua trajetória no Brasileirão.

O que ainda resta de esperança

Matematicamente, a permanência ainda é possível. Restam sete rodadas, e o futebol brasileiro já viu reações de times em situação parecida. Mas a sensação, a cada rodada que passa, é de que o tempo trabalha contra o Colorado. O aproveitamento de menos de 35% ao longo de 31 jogos não é típico de um time que vai embalar uma arrancada súbita — é o retrato de uma equipe que, ao longo da temporada inteira, não conseguiu construir uma identidade capaz de sustentar uma briga de word contra o descenso.


O que vem agora

O Inter volta a campo no dia 24 de outubro, contra o Botafogo, no Beira-Rio, em Porto Alegre, às 16h30. São sete finais decisivas pela frente — e, pelos números que a temporada já deixou escritos, talvez a missão mais dura da história recente do clube para evitar a Série B.

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