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Carbonero pede para sair da área e virar ponta outra vez antes do duelo decisivo do Inter com o Corinthians

Por: Redação FutebolRS 03/10/2026 Notícias
Colombiano se incomodou no papel de atacante de referência e solicitou à comissão técnica retornar à ponta esquerda clássica. A mudança deve tirá-lo do time titular que Eduardo Baptista escala para enfrentar o Corinthians, neste domingo, no Beira-Rio, em confronto direto contra o rebaixamento.
Internacional

📅 03 de outubro de 2026 · 📍 Porto Alegre (Beira-Rio) · Redação

Tem jogador que nasce para correr pela risca do campo, sentir o espaço aberto pela lateral e não a sufocação da marcação dentro da área. Carbonero é um desses casos, e foi exatamente isso que ele foi pedir à comissão técnica do Inter: que o deixassem voltar a ser ponta. O pedido, revelado nesta sexta-feira (2/10) pela Zero Hora, chega em cima da hora, às vésperas de um jogo que o clube trata como divisor de águas na temporada — o confronto com o Corinthians, neste domingo, no Beira-Rio, na estreia do técnico Eduardo Baptista e num duelo direto contra o rebaixamento no Brasileirão.

Um pedido antigo que ganhou força com a troca de técnico

Segundo apurado pela reportagem, o colombiano já havia procurado o então técnico Paulo Pezzolano para relatar o desconforto de atuar tão próximo do gol. Com Pezzolano, que havia abolido a figura do centroavante clássico, Carbonero frequentemente era deslocado para dentro da área, fazendo uma função parecida com a de um 9 — papel para o qual, segundo ele mesmo relatou, não se sentia à vontade. O pedido era simples: voltar a ser ponta aberta pelo lado esquerdo, como fez boa parte da carreira.

A saída de Pezzolano e a chegada de Eduardo Baptista não mudaram a vontade do atleta. Só que a forma como o novo treinador decidiu montar a equipe deixou o pedido ainda mais difícil de ser atendido com o jogador entre os titulares.

Como fica o ataque do Inter sem Carbonero na ponta titular

Eduardo Baptista decidiu reintroduzir a figura do centroavante clássico, mas distribuiu a função de apoiar pelos lados aos alas, não aos pontas. Na prática, isso empurra Carbonero para o banco, já que o papel que ele queria exercer passou a ser ocupado por jogadores com outra característica tática.

Ala esquerdo

Bernabei

Deve chegar à linha de fundo pela esquerda, função que tomou o espaço que Carbonero queria ocupar.

Ala direito

Aguirre

Também avança até o fundo pelo lado direito, completando o desenho dos alas de Eduardo Baptista.

Segundo atacante

Vitinho

Joga mais perto do gol, municiando o centroavante e ocupando a área que antes sobrava para Carbonero.

Opção de banco

Carbonero

Deve começar no banco e ser alternativa assídua no segundo tempo, usando a velocidade contra defesas já cansadas.


Por que o jogo com o Corinthians virou decisivo para o Inter

O confronto deste domingo, no Beira-Rio, é tratado internamente como um dos mais importantes da reta final do Brasileirão. Além de ser um duelo direto na parte de baixo da tabela, uma vitória colorada teria efeito imediato dentro do grupo: daria confiança ao trabalho que Eduardo Baptista inicia à frente da equipe e poderia mudar a leitura do Inter para as nove rodadas que restam na competição.

"Temos que ganhar de qualquer jeito. É um jogo fundamental para a gente, que pode alterar todo o nosso panorama no Brasileirão."
— Dirigente do Inter, em reportagem ao Correio do Povo
O que está em jogo: uma vitória leva o Inter aos 31 pontos, a apenas um do Corinthians, aproximando o time colorado da briga para escapar do Z-4. O Timão, por sua vez, perdeu os últimos seis jogos no Brasileirão e ainda enfrenta o Palmeiras, fora de casa, na rodada seguinte.

Há também o calendário apertado logo depois: o Gre-Nal está marcado para poucos dias à frente. Chegar ao clássico com um triunfo na estreia de Eduardo Baptista, uma formação mais clara e o grupo mais confiante é visto como ganho importante para o Colorado, ainda que a diretoria evite chamar publicamente o duelo com o Corinthians de "decisão" — justamente para não aumentar a pressão caso o resultado não venha.

Ataque fraco também pesa na engenharia tática

A mudança de esquema não nasce só da vontade de Carbonero. O Inter tem apenas 30 gols em 28 rodadas do Brasileirão, um dos piores ataques da competição — só dois times marcaram menos. Para tentar reverter o quadro, Eduardo Baptista adotou duas medidas na semana de treinos: a volta de um centroavante de referência e uma carga maior de trabalho de finalização, incluindo estímulo para o time arriscar mais chutes de fora da área, algo que o Inter pouco tem feito.

Pelo que foi observado nos treinamentos, Alerrandro deve ser o escolhido para começar como centroavante, mesmo vivendo um momento de baixa produção, à frente de Sanabria na disputa pela posição. O paraguaio está a serviço da seleção de seu país e só retorna a Porto Alegre na segunda-feira, depois do jogo deste domingo.

Fica assim o retrato do Inter às vésperas de um dos jogos mais pesados do ano: um time tentando destravar o ataque com um centroavante fixo e mais finalização, e um atacante de ponta pedindo para voltar a correr pela lateral do campo em vez de brigar por espaço dentro da área. Resolver as duas equações ao mesmo tempo, contra um Corinthians em crise, é o desafio que Eduardo Baptista tem pela frente logo na estreia — com o Gre-Nal já espreitando no horizonte.

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