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Brasileirão terá 10 novas regras de arbitragem a partir da 23ª rodada

Por: Redação FutebolRS 10/08/2026 Notícias
A CBF reuniu os 40 clubes das Séries A e B e aprovou 10 novas regras de arbitragem, inspiradas na Copa do Mundo, para reduzir a "cera" e aumentar o tempo de bola rolando no Brasileirão a partir da 23ª rodada. O Juventude participou da reunião.
Brasileirão terá 10 novas regras de arbitragem a partir da 23ª rodada; Juventude participou da reunião
Brasileirão · Arbitragem

Brasileirão terá 10 novas regras de arbitragem a partir da 23ª rodada

CBF reuniu os 40 clubes das Séries A e B no Rio de Janeiro e aprovou mudanças inspiradas na Copa do Mundo para deixar o futebol brasileiro mais dinâmico — o presidente do Juventude, Fábio Pizzamiglio, comentou o encontro nas redes sociais

📅 Segunda-feira, 10 de agosto de 2026 📍 Rio de Janeiro

Cinquenta e dois minutos e cinquenta e quatro segundos. É esse o tempo médio de bola rolando numa partida do Brasileirão — número que a CBF quer empurrar para cima, e que nesta segunda-feira (10) ganhou um plano concreto. Reunidos num hotel do Rio de Janeiro, dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B aprovaram um pacote de dez novas regras de arbitragem, a maioria delas já testada na Copa do Mundo de 2026, com o objetivo declarado de reduzir a "cera" e tornar o jogo brasileiro mais parecido com o das principais ligas do mundo. As mudanças valem a partir da 23ª rodada. Grêmio e Internacional, como clubes de Série A, também estavam entre os convocados, mas foi o presidente do Juventude, Fábio Pizzamiglio, quem se pronunciou publicamente sobre o encontro.

O problema que a CBF quer resolver

O ponto de partida da discussão foi um retrato pouco favorável do futebol brasileiro: enquanto a meta da Fifa é de 60 minutos de bola em jogo por partida, o Brasileirão fica na casa dos 52 minutos e meio — atrás inclusive das cinco principais ligas europeias, como Premier League, La Liga, Bundesliga, Ligue 1 e Serie A italiana. Segundo a CBF, ajustes em itens como marcação de faltas, tempo de reposição de bola, atendimentos médicos e checagens de VAR poderiam recuperar cerca de seis minutos de bola rolando por jogo.

Isso passa pela aplicação das novas regras, pela padronização dos critérios e pela capacitação dos árbitros, mas também depende da participação dos clubes e dos jogadores. O objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol. Netto Góes, diretor de Arbitragem da CBF

As 10 mudanças aprovadas

1

Oito segundos com a bola nas mãos

Goleiro que exceder o limite entrega escanteio ao adversário.

2

Cinco segundos para arremesso lateral

A contagem começa assim que o jogador tiver a bola em mãos.

3

Cinco segundos para cobrar tiro de meta

O árbitro apita e conta cinco segundos; se o goleiro exceder o tempo, é dado escanteio ao adversário.

4

Dez segundos para deixar o campo em substituições

O jogador substituído deve sair pelo ponto mais próximo da lateral, sem enrolar.

5

Um minuto fora após atendimento médico

Jogador atendido no gramado precisa deixar o campo e fica um minuto fora — exceto em lesões graves, choques de cabeça ou pênaltis do próprio atleta.

6

Jogador de linha cumpre minuto fora por atendimento ao goleiro

Quando o goleiro precisa de atendimento, técnico ou capitão indica um jogador de linha para cumprir o minuto de ausência.

7

Somente o capitão fala com o árbitro

Cada equipe passa a ter um único interlocutor autorizado a se dirigir à arbitragem durante toda a partida.

8

"Lei Vini Jr": vermelho para quem tapar a boca em discussão

Tapar intencionalmente a boca ao discutir ou provocar um adversário passa a ser conduta passível de expulsão direta.

9

VAR pode revisar o segundo cartão amarelo

Se a expulsão por dois amarelos for claramente equivocada, o VAR pode intervir e cancelar o cartão.

10

VAR poderá checar escanteio concedido por engano

Única regra que só entra em vigor em 2027 — será revisável quando o escanteio equivocado levar diretamente a gol ou pênalti.

E o VAR também mudou: antes o árbitro de vídeo só podia intervir em quatro situações (gol, pênalti, vermelho direto e erro de identificação). Com o novo protocolo, ganha mais autonomia — inclusive podendo avisar o árbitro em campo sem exigir que ele vá até o monitor rever lances objetivos.

O Juventude na mesa de discussão

Grêmio e Internacional, como clubes da Série A, também estavam entre os 40 convocados para o encontro. Quem se manifestou publicamente sobre a reunião foi o presidente do Juventude, Fábio Pizzamiglio, que usou as redes sociais para comentar o debate e as expectativas do clube em torno das mudanças.

Atualmente, o Brasileirão registra uma média de 52 minutos e 54 segundos de bola em jogo, cerca de 52% do tempo total. A meta em discussão é alcançar 57%, aproximando nossa competição das ligas mais eficientes do mundo. Fábio Pizzamiglio, presidente do Juventude
Mais bola rolando significa um jogo mais dinâmico, atrativo e justo para atletas, clubes e torcedores. Fábio Pizzamiglio, presidente do Juventude

A reunião também marcou o início de um ciclo de cinco encontros que vão desenhar o regulamento do futebol brasileiro para 2027, incluindo a discussão sobre a criação de uma liga única — tema que segue em aberto. Na prática, o torcedor vai sentir as mudanças já na 23ª rodada: no caso do Juventude, o primeiro jogo sob as novas regras será a visita ao Goiás.

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