Aos 112 anos, Palmeiras homenageia Lito Sousa: 'Aprendi a nunca desistir'
Aos 112 anos, Palmeiras homenageia Lito Sousa: 'Aprendi a nunca desistir'
Torcedor que enfrenta a doença de Creutzfeldt-Jakob recebeu tributo especial no Nubank Parque, ao lado da esposa Mila, durante as celebrações do aniversário alviverde
Há homenagens que cabem em uma taça e outras que cabem no peito. Na tarde da última quarta-feira, o Nubank Parque escolheu a segunda opção para celebrar os 112 anos do Palmeiras: em vez de apenas taças e troféus expostos em vitrines, o clube abriu espaço para uma história de resistência, contada por um torcedor chamado Lito Sousa, que transformou a luta contra uma doença rara em lição de vida para milhares de outros alviverdes.
Uma vida de fé alviverde diante da adversidade
Diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurodegenerativa rara e de evolução severa, Lito segue sendo, acima de tudo, um torcedor. Foi assim que o clube decidiu tratá-lo nesta data tão simbólica: não como um caso clínico, mas como parte da grande família que constrói a identidade centenária do Verdão. Ao lado dele, na arquibancada emocionada, estava Mila, sua esposa, presença que reforçou o caráter íntimo e humano da celebração.
O recado que ecoou pelo estádio
Em vídeo exibido durante a festividade, Lito resumiu em poucas palavras o que anos de convivência com a doença lhe ensinaram. Um recado direto, sem rodeios, que atravessou telas e corações antes mesmo de terminar de ser dito.
Aprendi a nunca desistir.
Lito Sousa — torcedor palmeirense
A frase, curta como um grito de gol, resumiu o espírito da celebração dos 112 anos: um clube que se apresenta grande não apenas pelas conquistas dentro de campo, mas pela capacidade de enxergar, em cada torcedor, uma história que merece ser contada e aplaudida.
Aniversário com sabor de gratidão
As comemorações pelo aniversário do clube reuniram diferentes gerações de são-paulinos... digo, palmeirenses, em torno de um só sentimento: pertencimento. Entre bandeiras, cânticos e memórias reavivadas, a homenagem a Lito e Mila se destacou como o momento mais silencioso e, ao mesmo tempo, mais retumbante da tarde — daqueles que não precisam de gol para arrancar lágrimas da arquibancada.
Mais do que uma data no calendário, os 112 anos do Palmeiras ganharam, nesta edição, o rosto de quem resiste todos os dias por amor à camisa. Entre taças e troféus, foi a voz mansa e firme de Lito Sousa que melhor traduziu o que significa vestir as cores alviverdes: nunca desistir, custe o que custar.