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Anthoni e os 29 desarmes: os números que marcaram a estreia vitoriosa de Baptista no Inter

Por: Redação FutebolRS 08/10/2026 Notícias
Além do 2 a 1 sobre o Corinthians, a noite no Beira-Rio deixou dois destaques individuais: o goleiro escolhido a dedo pelo novo técnico e uma marca de roubadas de bola que o próprio Colorado nunca tinha feito na temporada.
Internacional

8 de outubro de 2026 · Beira-Rio, Porto Alegre · Redação

Tem noite em que o placar conta só parte da história. No Beira-Rio, na estreia de Eduardo Baptista à beira do campo, o Inter venceu o Corinthians por 2 a 1 nesta quarta-feira (7), mas o que ficou gravado na memória colorada foi outra coisa: um goleiro que apareceu exatamente quando precisava aparecer e uma equipe que roubou a bola como nunca tinha roubado antes na temporada. Dois números, dois nomes, uma mesma mensagem — o time mudou de comportamento, e isso pode ser o início da reação contra o rebaixamento.

O jogo que nasceu rápido e sofreu até o fim

Bastaram 41 segundos para o Beira-Ri explodir. Alan Patrick tocou para Vitinho, que disparou e abriu o placar antes que a torcida se acomodasse nos assentos. Foi o início mais rápido possível para a estreia de Baptista, que ainda discutia posicionamento com o quarto árbitro quando a bola já estava na rede.

O segundo gol colorado saiu em um momento de sufoco, quando parecia que a vantagem não cresceria mais. O Corinthians, forte na posse e na qualidade técnica, cresceu no segundo tempo, diminuiu o placar e levou a partida para o limite — ao ponto de o próprio Baptista confessar que olhou para o relógio oito vezes só durante os seis minutos de acréscimo.

Entre o primeiro gol e o apito final, o Inter sustentou a vitória com uma arma que não aparece na tabela de classificação, mas apareceu nas estatísticas: a marcação. E foi aí que a noite ganhou um capítulo à parte.

29 desarmes: um recorde que nasceu da mudança de comportamento

Segundo o site Sofascore, o Inter chegou a 29 desarmes diante do Corinthians — o maior número da equipe em toda a temporada. A marca anterior era 26, repetida em três ocasiões, todas no Beira-Rio: no empate com o Flamengo, em julho, na goleada sobre o Vasco, em maio, e na derrota para o Bahia, em março. Nenhuma delas chegou perto do que o time produziu na estreia do novo técnico.

Para Baptista, o número não é estatística solta — é prova de que a equipe entendeu o recado.

"Conhecíamos bastante a equipe do Inter. É um time de muita qualidade, mas na nossa situação só a qualidade não vai resolver. Nós precisávamos de uma mudança de comportamento. Talvez tenha sido o jogo que nós mais roubamos bolas. Esse é o espírito da Série A. E aí a qualidade faz a diferença."

O técnico foi além e deixou claro que o resultado de quarta-feira não serve como ponto final, mas como ponto de partida.

"Esse comportamento tem de ser mantido para os nove jogos. Enfrentamos uma equipe extremamente qualificada. A bola cola no pé deles. Eles criam volume de jogo. Fizemos 30 minutos muito bons. Depois baixamos um pouco e eles retomaram. Precisamos do intervalo para corrigir. Temos de manter essa pegada."

Anthoni: a escolha que precisava dar certo — e deu

Se os desarmes mostraram a mudança de postura do time, o gol que não saiu mostrou outro nome decisivo: Anthoni. O goleiro, escalado por Baptista para estrear no comando da equipe, fez pelo menos três defesas importantes e ainda contou com a trave em outras três finalizações do Corinthians — um desempenho que, segundo a imprensa, foi o melhor em campo na noite colorada.

A escolha não era trivial. Desde a troca de treinador, a posição estava em aberto entre Anthoni e Matheus Cunha, com Rochet também na conta de Baptista. O técnico optou por observar antes de decidir.

"Uma das minhas missões aqui era definir um goleiro e dar confiança. Eu conhecia o Matheus Cunha, o Anthoni e até o Rochet. Eu chamei os auxiliares e disse para eles: deixem eu observar. No domingo, tomei a decisão, que foi difícil. Mas, até pelas características e pelo nosso momento, o Anthoni era a melhor alternativa."

A confiança já está renovada para os próximos dois compromissos, mas Baptista evitou fechar a disputa de forma definitiva.

"Para esses dois jogos, a decisão está tomada. Mas ela não é definitiva. O Matheus Cunha também tem qualidade e eu não vou largar a mão de ninguém. Tenho que fazer as melhores escolhas e agregar."

Do outro lado da rede, Anthoni falou sobre a espera por uma oportunidade e sobre a resposta que deu em campo.

"Tem duas semanas que houve a troca e a gente está trabalhando e a posição estava em aberto. O trabalho sempre continuou. Tanto eu quanto o Matheus Cunha estamos preparados."
"Estou feliz por ter dado a resposta e ter ajudado a equipe. A gente sempre espera que a melhor atuação seja a próxima. Vamos trabalhar para isso. Mas estou seguro do meu trabalho e entregar o meu melhor. Esse resultado foi importante para a gente."
Desarmes

29 roubadas de bola

Maior número do Inter na temporada, superando a marca anterior de 26, repetida três vezes.

Anthoni

3 defesas + 3 bolas na trave

Titular escolhido por Baptista, foi apontado como o melhor em campo na vitória sobre o Corinthians.

Uma vitória que também teve sabor de festa

Além dos números, a estreia teve cena de emoção. Ao final da partida, Baptista correu ao gramado para abraçar os jogadores um a um, bateu com a mão no peito na boca do túnel e dividiu o momento com a torcida escorada na mureta do Beira-Rio.

"O resultado passa pela energia criada no Beira-Rio. O time trouxe o torcedor e o torcedor trouxe o time. E a dona Alice, a funcionária mais antiga do Internacional. Ela me deu um abraço chorando e eu chorei com ela. A vitória é para ela."

O Inter segue no Z-4 do Campeonato Brasileiro, mas chega ao Gre-Nal de domingo (11), na Arena, com dois destaques recém-confirmados: um goleiro que respondeu à confiança do técnico e uma marca de desarmes que Baptista quer repetir pelos próximos nove jogos. Depois do clássico contra o Grêmio, o Colorado ainda enfrenta o Mirassol na sexta-feira seguinte, em mais um confronto direto na luta contra a queda.

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